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2017 CHEGOU AO RITMO DE SONS E BRINDES QUIMÉRICOS
Criança afegã refugiada dos conflitos | Crd Maria Preta

2017 CHEGOU AO RITMO DE SONS E BRINDES QUIMÉRICOS

Nos primeiros minutos de 2017, repetiram-se os habituais desejos de muita saúde, sorte, paz e amor. Os fogos de artifício iluminaram os céus e as rolhas saltaram dos gargalos borbulhantes, na festa do fim do velho e entrada no novo, ao ritmo dos sons e dos brindes, que prometem futuros de luz e cor, mas que não passam de uma quimera.

As celebrações multitudinárias desta passagem de ano, cercadas por barreiras de betão e protegidas por planos especiais de segurança, visíveis nos militares e polícias armados e atentos a qualquer movimento suspeito, nos centros das cidades, são a evidência da insegurança a que a sociedade contemporânea está condenada.

Para 2017 com a continuação dos conflitos territoriais, promovidos pelo radicalismo religioso, étnico ou político, que beneficia de um vastíssimo campo de recrutamento nos fluxos migratórios e nas comunidades cada vez mais marginalizadas, continuaremos a ter uma resposta embalada na insegurança e no medo.

Mas este não é tempo para alarmismos, dizem os políticos das nossas praças, pouco preocupados com alianças TrumPutinistas, com a degradação ambiental em todo o planeta, com as crises financeiras provocadas por eles próprios e com a falência dos modelos políticos que defendem, porque está tudo sob controlo, dizem eles.

Neste ano de 2017, cresce a onda de desconfiança nos políticos e titulares de cargos públicos, que já não conseguem disfarçar o desprezo pelo semelhante, com decisões de lesa pátrias, sobretudo quando nas cerimónias Avé César, louvam o cifrão, o seu Deus maior, aquele que lhes garante a blindagem nos atentados púbicos, o conforto pessoal e das Marias, a mesa farta e uma qualidade de vida muito exclusiva, enquanto o Zé da Rua, é obrigado a pagar, sem nenhuma garantia de segurança e paz.

Tem tudo a ver com honestidade, com integridade, com inteligência para perceber que não se está ao serviço de interesses pessoais e corporativos, mas da causa pública, com coragem para defender princípios de ética e moral, começando por intervir no bem comum, com políticas dirigidas às comunidades mais frágeis, criando condições para que a terra produza, se reduza a iliteracia e fomente a paz, liquidando o negócio do armamento, tributando o lucro das grandes corporações, impondo as normas vigentes na carta dos direitos humanos e reduzindo o fosso existente entre pobres e ricos.

Carlos Santomor

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