A CARRASCONA PASSOU-SE, SÓ PODE

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Seremos nós um povo especialmente fadado à desgraça?

P.Guedes de Carvalho

P.Guedes de Carvalho

Receber 7255€ de compensação por 10 anos de trabalho como juíza no Tribunal Constitucional, acrescidos de 2133€ de ajudas de custo como Presidente da AR representam a módica quantia de 9388€/mês. Um normal cidadão diria que bastava para remunerar a 2ª representante da República, a figura que todos respeitaríamos e até veneraríamos pela sua impoluta e digna postura como cidadã que nos representava aos olhos do Mundo.

Este dinheiro mensal que é depositado na sua conta, sim da CARRASCONA, não é suficiente para que ela perceba o grau de responsabilidade e a exigência de respeito face a quem desconta diariamente para que a senhora o possa receber. Não, o povo não pode manifestar-se nem pedir a demissão daqueles que os governam mal dentro da sua sala política porque isso não só interrompe os trabalhos como irrita a senhora que se sentiu coagida. E logo de repente pensou e disse que seria melhor rever o acesso dessa gentalha aos meus aposentos. Não tinha medo, disse ela mandado a polícia expulsar o povo. E depois de saírem, assemelhou essa gentalha aos carrascos que Simone de Beauvoir referira serem os nazis, a seu tempo.

Que falta de gosto e de cultura senhora CARRASCONA.

Categoria e elevação são competências de comportamento que se aprendem nas regras básicas de educação e se treinam nas escolas e na vida, sabia?

De facto 10 anos de juíza é muito pouco para aprender essas coisas.

Olhe, eu demorei mais do que esse tempo para obter uma licenciatura, um mestrado e um doutoramento e, depois de 40 anos de serviço público ainda não tenho direito a 80% do meu vencimento como reforma que representam menos, bastante menos, que as suas ajudas de custo. Mesmo assim fui educado a respeitar as pessoas que ocupam cargos de responsabilidade, supostamente não porque ganham mais que eu, mas porque lá teriam chegado por competência, educação, civilidade, patriotismo e me podem representar dignamente na esfera nacional e internacional.

O nível de indignação é tal que, para me conter, vou ter de terminar aqui e hoje, mas fez-me sair dos temas sobre os quais habitualmente escrevo não sem antes lhe dizer e recordar que o seu vencimento mensal dava para custear quase 20 cidadãos a trabalhar com vencimento mínimo.
Pela minha parte, preferia pagar-lhes a eles para se irem manifestar civilizadamente na AR do que estar a pagar para a ver a si a fazer aquela triste figura. Só poderei concluir que a senhora se passou (termo muito em voga hoje) e está stressada a precisar de umas férias na linha, viajando de comboio, no meio daqueles que expulsou do alto do seu pedestal. Por mim dispenso-a. Faça requalificação e sujeite-se a avaliação de desempenho como todos os funcionários públicos nos submetemos.

Por: Pedro Guedes de Carvalho

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