A Justiça Portuguesa também ataca a corrupção ao nível dos gabinetes

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A Justiça Portuguesa entrou ontem pelo “labirinto” da corrupção e numa operação sem precedentes, deteve o chefe do SEF, uma polícia especial, o Chefe dos registos de notariado, pessoa importante nos corredores do poder e a Secretária Geral do Ministério da Administração Interna, a que juntou em celas próximas, outros oito suspeitos, por estarem todos envolvidos no mesmo limbo.

A surpresa foi a nota dominante na tarde de ontem, quando a notícia varreu o país e chegou mesmo a ultrapassar fronteiras, provocando espanto em Bruxelas.

Os detidos nesta mega operação liderada pelo Juiz Carlos Alexandre, que continua a não vacilar, estarão envolvidos num esquema relacionado com a concessão dos famosos vistos gold, a cidadãos estrangeiros, uma medida que já deixava adivinhar, que mais tarde ou mais cedo, alguém iria sujar as mãos.

As suspeitas de corrupção que recaem sobre estes altos quadros da Administração Pública, que já originaram uma demissão no dia de hoje, a que se devem seguir outras, levou os surpreendidos agentes da polícia judiciária, a fazerem buscas em gabinetes de poder, onde segundo corre, só tiveram conhecimento da missão à porta dos locais de ação.

Da informação que tem vindo a público atraves dos meios de comunicação, há ainda outras importantes personalidades, que estarão igualmente na lista e só não foram alvos da operação de ontem, porque o poder do Juiz Carlos Alexandre, está limitado em termos hierárquicos.

Segundo a Procuradoria Geral da Reública, não há membros do Governo sob suspeita, mas conhecidas as ligações cruzadas a nível profissional e pessoal, com sócios e sociedades pelo meio, vai ser difícil aos envolvidos, limpar a dúvida que entretanto se instalou na opinião pública, sobre prováveis envolvimentos neste “labirinto” de corrupção, cuja procissão ainda só vai no adro.

Daqui se conclui, que afinal a Justiça Portuguesa também é capaz de avançar por caminhos que apesar de reservados, ou mesmo muito reservados, não são de todo intransponíveis, como dizia ontem a Ministra da Justiça, a Lei é igual para todos e quando se viola a lei, não interessa o nível do delito, é crime.

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