A VIOLÊNCIA QUE SE RESPIRA

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Lucieny_Martins

Lucieny Martins

Vivemos em um mundo onde as aparências falam mais alto, a ausência de respeito uns pelos outros é crescente, a vida perdeu o valor, os valores são deturpados e a violência se tornou banal.

A população está refém e a mercê da violência, que aumenta a cada dia.

Todos os dias me surpreendo com a capacidade do ser humano em incrementar e exceder nos requintes de crueldade. A banalidade dos crimes é assustadora e a idade e a identidade de quem os comete é ainda mais alarmante. São crianças, adolescentes, esposas, maridos, pais, filhos, que cometem as mais variadas formas de violência.

Comportamentos que invadem a autonomia, a integridade física, psicológica e material do outro. O estresse no trânsito, amores não correspondidos, estupros, abuso de crianças e de idosos, a intolerância religiosa, social, moral e racial são os grandes motivos de confrontos, perseguições e ataques com danos irreversíveis e até casos extremos como a privação da vida.

Estudos realizados, mostram que o aumento desta violência quotidiana demonstra um aspecto representativo e problemático da atual organização social, especialmente nas capitais e grandes centros, e que se alastram cada vez mais para o interior.

A questão da segurança do cidadão, é uma das principais preocupações não só no Brasil, como no resto do mundo.

Efetivamente, assistimos, a um incremento constante dos indicadores objetivos da violência: os homicídios, os conflitos étnicos, religiosos, raciais, o narcotráfico… Este último, o maior causador do aumento da violência urbana atual. Traficantes armados matam e torturam pela disputa de espaço e poder. Gerenciam e comandam seus fronts até mesmo de dentro dos presídios.

Em um histórico dos últimos 30 anos disponibilizado pelo Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, podemos ver que o Brasil teve um aumento de 259% nos homicídios, passou de 13.910 em 1980 para 49.932 em 2010, o equivalente a 4,4% de crescimento ao ano. Apesar de em algumas capitais este número ter caído, mas ainda é alto o índice.

Seguimos na esperança de que uma política pública eficiente, possa trabalhar no sentido de recuperar e retroceder essa terrível estatística, devolvendo ao cidadão trabalhador e cônscio dos seus direitos e deveres, a liberdade de ir e vir com segurança.

Por: Lucieny Gonçalves Martins – no Brasil
“escreve em português do Brasil”

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