AMBIENTE SUSTENTÁVEL – LIMPA BRASIL

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Lucieny_Martins

Lucieny G. Martins

O que fazemos com o nosso lixo não é uma atitude individual, diz respeito a toda a população, brasileira e mundial. Há muito deixou de ser uma questão de educação e passou a ser um ato de respeito à própria natureza.

Independente da classe social e financeira, os brasileiros jogam o lixo fora do lixo. Um hábito que só vai ser mudado com a conscientização de cada um.

No Brasil atualmente se produz mais de 240 mil toneladas de lixo por dia, e apenas 2% desse total é reciclado. Desta forma, o que poderia ser reutilizado, reaproveitado, reciclado, volta para o ambiente. Não há qualidade de vida em ambientes sujos, cidades com lixo por todos os lados, o que acaba causando enchentes, tragédias e doenças.

Este mês, Belo Horizonte, Minas Gerais, foi palco de uma campanha de conscientização, um mutirão de limpeza, no qual mais de 9.000 cidadãos se transformaram em catadores de lixo, por um dia, pelas ruas da capital mineira. A campanha “LIMPA BRASIL” segue por outras capitais do país e se estenderá mais tarde pelo interior.

Esta preocupação com o meio ambiente não é recente, estudos realizados nos anos 70, previam o esgotamento de recursos minerais e de energia. A partir daí, vários encontros internacionais foram realizados com o intuito de reverter este quadro. Atualmente novos levantamentos comprovaram esta previsão. E a preocupação continua, o esforço em diminuir o acúmulo de resíduos e a emissão de gases ainda é presente e urgente. Um esforço coletivo de líderes em satisfazer e colaborar com o progresso, o desenvolvimento social, econômico e cultural, preservando e protegendo o meio ambiente ao máximo. Criando acordos com o comprometimento dos países em respeitá-los e colocá-los em prática.

Esse é um grande desafio, pois envolve questões de crescimento econômico e não só ambiental.

Em Junho, foi realizada a Rio +20 – Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável – onde o secretário geral Sha Zukang fez um balanço do evento resumindo em duas palavras o legado da cúpula: “compromisso voluntário”.

Como reafirmou também José Maria Figueres, presidente da Carbon War Room, a importância deste compromisso, e disse que, “essas ações voluntárias podem ainda gerar empregos, movimentar capitais e ser uma forma de combater a pobreza”.

Enquanto os países tentam um planejamento eficaz para conciliar o crescimento populacional com a carência de recursos naturais, sem prejuízos ambientais, a população pode, deve e vai fazendo a sua parte. O exercício voluntário de preservar e cuidar no meio em que vivemos é fundamental. E talvez esteja aí as melhorias que buscamos, geração de empregos, combate a pobreza, movimentação de capitais e pessoas mais educadas e conscientes ambientalmente.

Por: Lucieny Gonçalves Martins – no Brasil
“escreve em Português do Brasil”

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