Conferência “O «Furo» que ninguém quer!” em Lagos

Conferência “O «Furo» que ninguém quer!” em Lagos

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A prospeção e exploração de petróleo no Algarve continua a gerar ondas de choque e a mobilizar a comunidade regional, contra a concessão por parte do governo, das licenças que colocam a região em risco de poluição ambiental, de dimensão semelhante ao que tem acontecido em outras regiões do planeta.

No próximo dia 29 de junho, a Associação de Municípios Terras do Infante, promove a Conferência “O «Furo» que ninguém quer!”, que se constitui como mais uma forma de luta, reiterando a frontal oposição à prospeção e exploração de petróleo no Algarve.

A Conferência, que terá lugar no Auditório dos Paços do Concelho Séc. XXI, a partir das 17h00, conta com a presença de Maria Joaquina Matos, Presidente do Conselho Diretivo da Associação Terras do Infante, Aljezur, Lagos e Vila do Bispo e Presidente da Câmara Municipal de Lagos e dos convidados Pedro Matos Soares e João Camargo, ambos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Pedro Matos Soares é Investigador Principal no Instituto Dom Luiz (IDL) e Professor Convidado no Departamento de Engenharia Geográfica, Geofísica e Energia. O seu doutoramento em Física versou sobre a turbulência e nuvens em modelos atmosféricos. Na última década focou o seu esforço de pesquisa na modelação climática e nas alterações climáticas liderando, atualmente, o grupo de investigação “Alterações climáticas, processos na atmosfera-terra-oceano e extremos” do IDL.
João Camargo, licenciado em Engenharia Zoo Técnica, mestre em Engenharia do Ambiente, está a concluir o doutoramento em alterações climáticas e politicas de desenvolvimento sustentável, na Universidade de Lisboa. Foi professor de Química e Botânica na Universidade Lúrio, em Moçambique, e trabalhou de 2011 a 2015 na Liga para a Protecção da Natureza. Ativista pela justiça climática no movimento Climáximo, é autor dos livros “Que se lixe a Troika”, (2013), “Manual de Combate às Alterações Climáticas” (2018) e “Portugal em Chamas – Como Resgatar as Florestas” (2018).

Esta Conferência, de entrada livre, constitui-se como mais uma forma de luta, reiterando a frontal oposição à prospeção e exploração de petróleo no Algarve, muito particularmente ao anunciado “furo” em deep offshore, ao largo de Aljezur.

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