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Exposição de Rui Serra no Museu de Arte Contemporânea de Elvas
Exposição de Rui Serra no Museu de Arte Contemporânea de Elvas

Exposição de Rui Serra no Museu de Arte Contemporânea de Elvas

A exposição “Todas as Noites”, do artista elvense Rui Serra, é inaugurada a 29 de abril, pelas 16.00 horas, no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), sob a curadoria de Ana Cachola.

O projeto, patente ao público até 25 de junho, assinala o primeiro momento das comemorações dos 10 anos do MACE, espaço cultural inaugurado a 8 de julho de 2007 para albergar a Coleção António Cachola.

“Todas as Noites” é uma exposição onde Rui Serra dá a entender ao público o pensamento do seu processo criativo: “Todos os dias, sempre que pinto, uma noite cai sobre mim. Associo a noção de noite à metáfora do manto que cobre o dia, o véu que absorve e que retém todas as coisas. Essa noite considero-a uma metáfora do meu processo de trabalho, uma forma alternativa de ‘ver’ a realidade”.

Ao longo da sua obra, Rui Serra tem vindo a questionar entre as possibilidades da pintura, enquanto superfície de coincidência e dissidência do abstrato e do figurativo, e uma ontologia da vontade pictórica filiada no gesto mecânico. “No meu caso, a execução manual do todo e das partes, o sentir literalmente a totalidade da pintura, torna-se uma tarefa quase mecânica. Tento no processo eliminar a marca da mão, como sinal de uma expressividade que considero ‘implosiva’, hiper-controlada, e simulacro de uma acção maquinal”, refere o pintor.

As diversas obras que compõem a exposição apresentam-se em formatos distintos – pinturas, desenhos e maquetes – possuindo significação individual mas concorrendo no seu conjunto para um entendimento ritualístico da pintura e da sua capacidade de produzir e criar realidade.

“Nesta exposição, o dispositivo da noite, na sua polissemia ocidental, é tomado enquanto tropo do gesto criativo de Rui Serra” refere Ana Cristina Cachola, curadora da exposição. Para a curadora, “em cada obra apresentada, Rui Serra desvela o processo subjectivo de descoberta de verdades universais. Estas verdades não são, contudo, dogmáticas na sua relação com o espectador, servindo, isso sim, enquanto matriz de verdade possível e dependência hermenêutica daquilo que cada um vê, quer ou consegue ver. Tudo o que é visto é verdade para aquele que vê.”

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