Finalmente... encontrou-se a solução para a Caixa

Finalmente… encontrou-se a solução para a Caixa

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Finalmente… parece que se encontrou uma solução para a Caixa Geral de Depósitos, com a nomeação de um gestor que não sofre grande contestação, por parte dos principais atores políticos do burgo, até porque desde logo e à partida, não se coloca a questão da entrega da declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional.

Para além de muito mais competente, com experiência reconhecida na gestão de grandes conglomerados, públicos ou privados, Paulo Macedo que se norteia por objetivos bem definidos, não tem problemas de rigidez mental, ou de coluna cervical, é muito mais flexível e até sabe como manobrar nos mares da politica financeira, sendo por isso previsível uma navegação mais estável e tranquila, no maior banco português.

Ao contrário da figura sorumbática, de coluna dura, que o senhor Ministro das Finanças insistia e manter na liderança da Caixa, mesmo depois de se ter concluído que o homem não tinha perfil para o lugar, Paulo Macedo tem tudo para liderar a reestruturação da Instituição, para dirigir uma equipa pragmática, capaz de levar o barco a bom porto.

A complexidade do dossier CGD, desenhado por Bruxelas, exige uma liderança de primeiro plano, obrigada à implementação de medidas que recuperem o Banco público e o coloquem na órbita da economia nacional, o que não é coisa para segundos planos, ou figuras convencidas, de que o seu estatuto está acima dos Deuses.

Mas deste processo que foi doloroso para a economia nacional, há responsáveis ao mais alto nível, senhores que fizeram acordos inaceitáveis, que tentaram torpedear a inteligência dos portugueses, decidindo contra a ética e contra a lei, que agora tentam esconder-se dos projetores, a ver se evitam o chamusco, dissimulando as marcas que ficaram.

Lamentavelmente, neste país, continuamos a branquear os erros e fracasso políticos, como se de compras para a feijoada se tratasse, continuamos a premiar a incompetência e o lesa interesse nacional, brincamos com coisas demasiado sérias e nem os exemplos consequentes que nos vem de fora, são suficientes para que políticos e governantes, pensem responsavelmente, no bem de todos e não apenas nos interesses das corporações amigas.

Carlos Santomor

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