Leixões, Aveiro e de Setúbal no top do movimento portuário!

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O movimento de mercadorias registado nos sete principais portos do continente no período de janeiro a maio de 2014 atingiu um volume de cerca de 32,5 milhões de toneladas, mantendo o registo de valor mais elevado de sempre nos períodos homólogos, recuperando a tendência de crescimento relativamente aos cinco meses imediatamente anteriores.

A melhor marca global deste período foi determinada pelos valores máximos de sempre registados nos portos de Leixões, Aveiro e de Setúbal.

O movimento da carga movimentada no período de janeiro a maio de 2014 representa um aumento de +2,3% relativamente ao mesmo período de 2013, e resultou de contribuições positivas dos portos de Viana do Castelo (+24,9%), Setúbal (+23,9%), Aveiro (+18,9%), Leixões (+5%) e Lisboa (+1,7%) e negativas de Sines (-4,9%) e Figueira da Foz (-3,1%),

No posicionamento relativo entre os vários portos, Sines mantém a posição cimeira tendo diminuído ligeiramente para 41,8% os 44,9% registados no período homólogo de 2013, seguido de Leixões com 23% e de Lisboa com 15,3%;

O movimento de contentores no período de janeiro a maio atingiu 1 004 811 TEU, valor mais elevado de sempre, superior em +19,9% ao período homólogo de 2013, que aparece em segundo lugar. Esta marca mais elevada de sempre no movimento de contentores, verificou-se nos portos de Setúbal (+87,3% do que em 2013), Sines (+47,6%), Figueira da Foz (+29%, embora numa dimensão menos significativa) e Leixões (+10,6%).

Pela negativa destaca-se o porto de Lisboa com uma redução de -16,7% comparativamente a 2013, regista o pior movimento dos períodos homólogos dos últimos 12 anos.

O porto de Setúbal continua a refletir o efeito das duas linhas de serviço regular de contentores que iniciaram atividade em dezembro de 2013, que tendem a consolidar-se neste porto.

O posicionamento do porto de Sines como líder deste segmento de tráfego surge reforçado neste período, representando 48,5% do movimento em TEU, valor mais elevado de sempre nos períodos de janeiro a maio. Na segunda posição surge o porto de Leixões com 27,1% e Lisboa com 19,1%. O crescimento que tem vindo a ser registado no porto de Setúbal levou a que este tráfego represente já 4,4% do total.

O movimento de navios reflete um total de 4275 escalas, menos uma escala do que no período homólogo de 2013. Sublinha-se, no entanto, que o porto de Sines contraria a tendência geral e regista o valor mais elevado dos períodos homólogos desde o ano 2000.

Importa referir que estes navios representam um total superior a 66 milhões de GT, sendo o mais elevado dos períodos homólogos desde sempre, superior em +3,7% ao de 2013. Nos portos de Douro e Leixões, Aveiro e Sines o volume de GT é o mais elevado desde sempre, com crescimentos de +4,4%, +19,5% e +13,1%, relativamente ao período homólogo de 2013. Igualmente significativo foi o crescimento de GT em Setúbal (+15,2%) e em Viana do Castelo (+23,6%).

O porto de Lisboa registou uma variação negativa de GT de -13,5% e o da Figueira da Foz -1,5%.

A variação registada de +2,3% no movimento geral de carga no período de janeiro a maio, resulta das variações positivas de +16,1% na classe de Carga Geral e de +8,6% na de Granéis Sólidos, contrariadas pela diminuição de -14,7% nos Granéis Líquidos (ainda sob influência da paragem das refinarias da GALP para manutenção, durante 45 dias). A nível dos tipos de carga merecem particular destaque a Carga Contentorizada, com um crescimento de +17,4%, a Carga Fracionada com +8,5% e, numa dimensão menos significativa, a carga Ro-Ro com +116,2%, bem como, na classe dos Granéis Sólidos, os Produtos Agrícolas com uma variação de +9,3%. Os restantes tipos de carga registaram variações negativas.

Analisando a carga movimentada no período de janeiro a maio de 2014, na perspetiva de entrada e saída nos portos, constata-se que a carga ‘embarcada’, onde se inclui a carga de exportação, representou 44,4% do movimento total, com a Carga Geral a representar 62,1%, os Granéis Sólidos 30,1% e os Granéis Líquidos 29,8%. Estes valores dos granéis refletem o peso das importações de Produtos Agrícolas e de Carvão e de Petróleo Bruto.

Com exceção do porto de Lisboa, todos os portos registam no período em análise o valor de carga embarcada mais elevado de sempre.

Sublinha-se o facto de os portos de Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz e Setúbal terem registado mais carga embarcada do que desembarcada, no período de janeiro a maio de 2014.

Importa sublinhar que a variação registada neste período, resultou do aumento da carga embarcada em +6,2% (refletindo a continuação do crescimento das exportações) e de uma diminuição da carga desembarcada em -0,6%. Os portos que mais cresceram no movimento de carga embarcada, foram Viana do Castelo, com +39,5%, Setúbal, com +28,4%, Aveiro, com +25,5% e Figueira da Foz, com +11,9

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