Life Berlengas combate espécies invasoras na ilha

Life Berlengas vai combater espécies invasoras na ilha

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O projeto Life Berlengas vai iniciar este mês o controlo das populações de mamíferos invasores, o rato-preto e o coelho, com o intuito de combater a proliferação de espécies invasoras e potenciar o crescimento das espécies naturais da ilha,informa a SPEA a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

Estas espécies são consideradas pela União Internacional de Conservação da Natureza (UICN) como duas das 100 espécies invasoras mais prejudiciais do mundo.

Esta é uma iniciativa decisiva para a recuperação do ecossistema da ilha da Berlenga, num esforço pioneiro e marcante na história da conservação de Áreas Protegidas em Portugal Continental.

A recuperação dos habitats da ilha da Berlenga é um dos principais objetivos que o projeto Life Berlengas procura alcançar, tentando aproximar este ecossistema das condições que ali existiam antes da presença humana. Neste tipo de habitats, naturalmente isolados pela geografia durante milhares de anos, a evolução das espécies fez-se de forma muito particular: as ilhas são, hoje em dia, autênticos polos de biodiversidade, com espécies únicas que não podem ser encontradas noutros locais do mundo (espécies endémicas), e com espécies nativas que são particularmente suscetíveis à presença de espécies exóticas invasoras.

A Reserva Natural das Berlengas, que comemorou recentemente o seu 35º aniversário, foi classificada com base nos seus valores naturais, incluindo importantes colónias de aves marinhas, uma subespécie endémica de réptil e três plantas endémicas. Foi ainda reconhecida pela UNESCO em 2011, integrando atualmente a rede mundial de Reservas da Biosfera.

O Life Berlengas é um projeto coordenado pela SPEA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Câmara Municipal de Peniche, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo ainda a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche) do Instituto Politécnico de Leiria como observador.

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