Operação Nó Cego da GNR desmantela rede de contrafação

Operação Nó Cego da GNR desmantela rede de contrafação

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O Destacamento Fiscal da GNR de Coimbra, desmantelou durante uma operação realizada na passada terça e quarta feira, uma rede que se dedicava ao fabrico e à comercialização de artigos contrafeitos, em feiras e mercados, redes sociais e sites de venda eletrónica, com elevado prejuízo para a administração tributária.

Esta operação decorreu no âmbito de uma investigação que decorre há cerca de dezoito meses, dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Coimbra.

Segundo informação da Unidade de Ação Fiscal da GNR, foram realizadas 114 buscas, em localidades dos distritos de Castelo Branco, Setúbal, Lisboa, Aveiro, Braga, Viseu e Porto, das quais 41 a locais de fabrico, armazenagem, distribuição e intermediação de venda de produtos contrafeitos, 38 a domicílios e 35 buscas a veículos automóveis.

Como resultado das diligências realizadas, foram apreendidos 30 veículos automóveis de gama média-alta e de transporte de mercadorias; Mais de 1 milhão de etiquetas, logótipos e outras matérias-primas utilizadas no fabrico de artigos contrafeitos; 48. 900 peças de vestuário e calçado contrafeitos; 73 507 euros em numerário; 418 quadros de estampagem; 290 misonetes; 20 máquinas de costura, 49 Telemóveis; 10 peças em ouro (valor aproximado de 6.000 euros); Quatro armas de fogo (uma pistola, um taser e duas caçadeiras); Um colete balístico; Um carregador; 99 munições.

A atividade criminosa desmantelada consistia no fabrico de vestuário e calçado em garagens, anexos de residências e zonas industriais, com utilização fraudulenta e não autorizada de marcas e patentes registadas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e sem o cumprimento de quaisquer obrigações declarativas em sede dos impostos sobre os rendimentos e do IVA.

O valor do vestuário contrafeito apreendido durante a operação ascende a mais de 2 milhões de euros, estimando-se uma fraude ao Estado num montante na ordem dos 500 mil euros.

No decurso da investigação tinham sido já apreendidas 52 900 peças de vestuário contrafeito, no valor estimado de cerca de 1,4 milhões euros.

Foram constituídos 25 arguidos, com idades compreendidas entre os 18 anos e os 63 anos, sendo que os principais suspeitos se encontram indiciados na prática dos ilícitos criminais de associação criminosa, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, contrafação e fraude sobre mercadorias.

Nesta operação estiveram envolvidos 115 militares da Unidade de Ação Fiscal, apoiados por efetivo dos Comandos Territoriais de Viseu, Aveiro e Setúbal e por forças da Polícia de Segurança Pública.

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