Ranking dos mercados imobiliários mais transparentes

Ranking dos mercados imobiliários mais transparentes

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A Europa domina o ranking dos mercados imobiliários mais transparentes a nível mundial, com seis países europeus posicionados no top 10 global, de acordo com o 2016 Global Real Estate Index (GRETI)[1], produzido pela JLL e pela LaSalle Investment Management.

Dos 109 mercados imobiliários globais analisados neste estudo, dois terços registaram progressos nos níveis de transparência ao longo dos últimos dois anos.

O Reino Unido (1º) é o mercado imobiliário mais transparente a nível mundial, liderando o grupo dos mercados de Elevada Transparência no qual também se encontram a França (5º), a Holanda (7º), a Irlanda (8º), a Alemanha (9º) e a Finlândia (10º).

A França consolidou a sua posição no grupo líder graças aos avanços que registou em termos de contexto legal e regulamentar, ao mesmo tempo que a Alemanha integra, pela primeira vez, a classificação de Elevada Transparência, subindo três posições em relação a 2014 devido às melhorias verificadas no setor das cotadas. Logo a seguir ao Top 10, a Polónia (13º) é um dos mercados europeus que mais se destacou nesta classificação, saltando quatro posições desde 2014 e aproximando-se dos mercados core da Europa ocidental.

Portugal consolida a sua presença no grupo dos mercados “Transparentes”, o qual só é superado pelo grupo de países que ocupam os 10 primeiros lugares deste Índice, classificados como de “Elevada Transparência.

O país, que nesta edição ocupa a 27ª posição do ranking global, ficou, no entanto, limitado no seu potencial de evolução, devido sobretudo à conjuntura económico-financeira que afetou a zona Euro. Portugal, à semelhança dos outros países da Europa do Sul, foi um dos mais afetados pela crise na Europa e está ainda numa fase de recuperação, o que, de acordo com a JLL, teve impacto na sua capacidade de evolução.

Para Pedro Lancastre, diretor geral da JLL Portugal, “o facto de Portugal não ter subido nesta edição do ranking global de transparência imobiliária não pode ser atribuído a nenhum retrocesso na capacidade do mercado imobiliário nacional, mas apenas a fatores externos. O mercado, pelo contrário, tem conquistado cada vez mais a confiança de investidores, promotores e ocupantes corporativos, como se pode ver pelos níveis de atividade ocupacional e volume de investimento captado nos dois últimos anos”.

Jeremy Kelly, diretor de Global Research Programmes na JLL e principal responsável por este relatório, disse: “O mundo é hoje mais transparente do que nunca e os padrões continuam a melhorar. Mas, ao mesmo tempo, o gap entre os países mais e menos transparentes está a acentuar-se”.

“Ao longo da próxima década, mais de 1 trilião de dólares será direcionado para o imobiliário, o que compara com os 700 biliões de dólares alocados a este setor atualmente e desafiará a definição daquilo que significa ser transparente. Esperamos assistir à emergência de uma nova categoria da “Hiper-Transparência” nos anos vindouros, na qual o acesso aos dados em tempo real a partir de sensores irá ajudar a informar os proprietários e inquilinos acerca da performance dos seus edifícios”, acrescentou.

Os mercados de “Elevada Transparência” representam 75% do investimento em imobiliário comercial a nível global, evidenciando o impacto que a transparência tem sobre as decisões imobiliárias. À medida que a alocação de capital para a esta classe de ativos aumenta e a transparência está cada vez mais na linha da frente da agenda política internacional, os investidores também exigem mais melhorias neste indicador em linha com o que acontece noutras classes de ativos.

Entre os mercados do Médio Oriente e de África, o Botswana (41º) – que é o mercado que mais melhorias registou na África Subsaariana -, a Arábia Saudita (63º) e o Egito (65º) passaram a integrar a categoria dos mercados Semitransparentes. Este é o grupo que mais melhorou a sua performance, caraterizando-se pelo fortalecimento da sua governança corporativa, o aumento da disponibilidade de dados de mercado e por uma classe média em crescimento que se está a mobilizar contra as práticas de corrupção. A Turquia (44º), o Dubai (48º), o Abu Dhabi (59º) e o Bahrain (67º) também se inserem na categoria dos mercados Semitransparentes. Além disso, o Irão (77º) – que entra no GRETI pela primeira vez – junta-se à Nigéria (83º) e ao Gana (85º), tendo ambos subido no ranking, enquadrando-se na categoria dos países Pouco Transparentes. Este grupo, que enfrenta ainda os desafios de uma fraca governança corporativa, está a beneficiar da tecnologia e da introdução de alguma regulação e da monitorização do mercado.

“Em geral, a transparência no imobiliário tem vindo a evoluir de forma sólida a nível global, o que se deve a uma série de fatores, tais como iniciativas para aprofundar a disponibilidade e a qualidade de dados de mercado e do benchmarking do seu desempenho, a promulgação de nova legislação, a introdução de padrões éticos mais elevados e a adoção mais vasta das regras e ferramentas para os edifícios verdes. A JLL aperfeiçoa constantemente os seus critérios de avaliação de forma a acompanhar o ritmo das mudanças globais que afetam o ambiente legal e regulamentar. O Índice deste ano é o mais abrangente de sempre, cobrindo 109 mercados avaliados segundo 139 fatores, disse Jeremy Kelly.

Índice Global da Transparência Imobiliária 2016 – Top 20
1. Reino Unido
2. Austrália
3. Canadá
4. Estados Unidos
5. França
6. Nova Zelândia
7. Holanda
8. Irlanda
9. Alemanha
10. Finlândia

A 9ª edição do Global Real Estate Transparency Index (GRETI), que abrange 109 mercados em todo o mundo, revela um progresso contínuo na transparência do imobiliário comercial globalmente. Dois terços dos mercados analisados registaram melhorias desde 2014. A evolução positiva está geralmente relacionada com investimento direto estrangeiro mais elevado e atividade de ocupantes corporativos, já que os investidores e as empresas ajudam a acelerar reformas de transparência e os governos reconhecem que uma baixa transparência irá afetar a atração de investimento, as perspetivas de crescimento económico de longo-prazo e a qualidade de vida dos cidadãos.

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