Dispararam as queixas dos utentes da CP no Portal da Queixa

Reclamações dos utentes da CP no Portal da Queixa

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Os atrasos dos combóios da CP, lideram as reclamação dos utentes no Portal da Queixa. Entre 7 de abril de 2018 e 7 de abril de 2019, as queixas dos utentes da CP Comboios de Portugal dispararam 82%, quando comparado com o período homólogo.

O Portal da Queixa tem-se deparado com a crescente insatisfação dos consumidores face à baixa qualidade dos serviços da CP. Desde o início do ano, até ao dia 7 de abril, a maior rede social de consumidores de Portugal viu serem registadas na sua plataforma: 126 reclamações. A equipa do Portal da Queixa decidiu fazer a análise entre dois períodos mais longos e verificou que, de 7 de abril de 2017 a 7 de abril de 2018, foram recebidas 339 reclamações, tendo constatado que o número das queixas disparou para 617, entre 7 de abril de 2018 e 7 de abril de 2019, refletindo um aumento de 82%.

Os motivos das reclamações que os consumidores dirigem à CP, são vários, mas o destaque tem sobretudo a ver com o não cumprimento de horários. No entanto, a maioria reporta para além dos atrasos, a falta de condições, a supressão de comboios e a devolução de dinheiro por engano no preço do bilhete.

A página da CP no Portal da Queixa é o reflexo da falta de resposta entre a marca e o consumidor, uma vez que, apresenta um Índice de Satisfação de apenas 4.7 em 100 e uma Taxa de Resposta de 0%, alusiva ao último ano. Das mais de 600 reclamações recebidas nos últimos doze meses, apenas 14 estão dadas como resolvidas.

De referir que, um relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes sobre o estado da ferrovia em Portugal em 2017, divulgado em março de 2019, concluiu ainda que os comboios da CP passam cada vez mais tempo parados. O documento compara a CP, empresa pública, com a Fertagus, única empresa privada de comboios para passageiros em Portugal, e a diferença é evidente. A chamada taxa de imobilização para manutenção, reparação ou outras razões manteve-se estável na Fertagus entre 2015 e 2017 (6%), mas subiu na CP: de 14% para 19% nas carruagens; e de 12% para 16% nas automotoras e locomotivas, pelo que por dia cerca de uma em cada seis está imobilizada.

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