Seis Surfistas Portugueses no Mundial do Japão

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Foram convocados os 6 surfistas que vão representar Portugal nos World Surfing Games, o Mundial de Seleções que vai ter lugar em Miyasaki, no Japão, de 7 a 15 de Setembro, evento que abre portas à qualificação olímpica

Portugal apresenta-se neste mundial, com uma Seleção Nacional que reune alguns dos atletas mais cotados, para representarem o país nos ISA World Surfing Games, sob a batuta do selecionador nacional David Raimundo.

Frederico Morais, 27 anos, o segundo surfista português a qualificar-se para o World Tour, o principal circuito mundial de surf, que já corre há três anos (em 2019 como suplente).

Vasco Ribeiro, 24 anos, conta no seu currículo com um título mundial de juniores e uma medalha de prata em sub-18 no Mundial de Juniores da ISA, além de vários títulos nacionais. É apontado há anos como o provável terceiro português a qualificar-se para o World Tour, depois do histórico Tiago “Saca” Pires, (seu treinador) e Frederico Morais.

Miguel Blanco, 23 anos, é o atual campeão nacional de surf e tem seguido uma carreira competitiva no circuito mundial de qualificação, tendo quebrado a barreira do “top 100” mas também como “free surfer”, conquistando recentemente uma capa na revista “Surfer”, a “bíblia” do surf mundial.

Teresa Bonvalot, 19 anos, entrou para a história do surf nacional quando, com apenas 14 anos, se sagrou campeã nacional, tendo repetido a proeza no ano seguinte. Tem ainda no currículo dois títulos europeus e vários resultados importantes no Circuito Mundial de Qualificação (WQS) que a colocam como grande esperança nacional a uma presença no World Tour feminino.

Carol Henrique, 24 anos, foi a primeira portuguesa a conquistar o título europeu do WQS, em 2017. Tem também no currículo dois títulos nacionais e é uma das mais fortes atletas nacionais no circuito mundial de qualificação.

Yolanda Hopkins Sequeira, 20 anos, conquistou o título nacional de surf o mês passado, em Aveiro e venceu há poucos dias o WQS 1000 de Newquay, em Inglaterra, pelo que é justo dizer que está na melhor forma competitiva de sempre.

João Aranha, presidente da Federação Portuguesa de Surf (FPS), realça a importância da participação portuguesa neste Mundial de Surf que é também o átrio para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, edição olímpica onde o surf faz a sua estreia:

“Este é o primeiro campeonato do mundo da história do surf que qualifica para uns Jogos Olímpicos pelo que o seu significado é imenso. Portugal leva até ao Japão um lote de atletas que representa o que de melhor tem sido feito no surf português desde há vários anos, num processo em que a FPS também tem tido um papel a desempenhar, e que, esperamos, ajude a fazer história, não só do surf, mas do Desporto nacional.”

O dirigente máximo do surf português espera, todavia concorrência como nunca se viu num Mundial da ISA: “Do que sabemos até agora, porque nem todas as equipas ainda foram divulgadas, toda a gente vai apresentar-se no Japão na máxima força, com os melhores surfistas do World Tour. Sabemos que o Brasil, por exemplo, vai apresentar-se com o Gabriel Medina (campeão mundial WSL) e Filipe Toledo; os Estados Unidos levam o Kelly Slater, etc. E além da qualidade, espera-se quantidade, com um número recorde de participações.”

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