Utentes das UCSP com doenças do foro cardíaco em risco

Utentes das UCSP com doenças do foro cardíaco em risco

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A inexistência de desfibrilhadores na maioria das Unidades de Cuidados de Saúde Primária, o que incorre no imcuprimento de uma norma da Direção Geral de Saúde, foi denunciada pela APROSOC – Associação de Proteção e Socorro, em nota enviada a todos os Grupos Parlamentares, incluidos os Partidos de suporte do atual Governo.

A APROSOC – Associação de Proteção e Socorro, está preocupada com o facto de apesar de “obrigadas” nos termos do nº 5 do Art.º 1º da Orientação 008/2011 de 28/03/2011, da DGS (emitida nos termos da alínea c) do nº 2 do artigo 2º do Decreto Regulamentar nº 66/2007, de 29 de maio, na redação dada pelo Decreto Regulamentar nº 21/2008, de 2 de dezembro), a possuir desfibrilhador automático externo (DAE), na sua maioria as Unidades de Cuidados de Saúde Primários (UCSP), não possuem este equipamento indispensável para possibilitar salvar vidas, em caso de paragem cardiorrespiratória.

Os utentes das UCSP são doentes, alguns dos quais com doenças do foro cardíaco, pelo que é mais provável acontecer naquele espaço, um episódio de paragem cardiorrespiratória do que numa grande superfície comercial, mas, apesar das probabilidades, não há por parte da administração central, uma estratégia para a aquisição e instalação deste tipo de equipamentos.

Neste contexto, sugere-se às Exmas. senhoras Deputadas, e aos Exmos. senhores Deputados da Assembleia da Republica Portuguesa, que se questione o Exmo. Sr. Ministro da Saúde, se tem conhecimento desta situação, e caso afirmativo, quando pretende o Ministério da Saúde cumprir a norma e assim salvaguardar os interesses dos utentes do SNS, para que mais vidas sejam salvas.

Está por isso em falta nessas unidades um dos elos indispensáveis da cadeia de sobrevivência, sem o qual se impossibilita a reversão da maioria dos casos de paragem cardiorrespiratória, nomeadamente aqueles que ocorrem em fibrilhação ventricular, cerca de mais de 80%.

Também os monitores de parâmetros vitais com capacidade de monitorização de ECG em 12 derivações, constantes da mesma norma, são inexistentes.

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