Casa Real Espanhola no pior momento institucional

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A Casa Real Espanhola está a atravessar um dos piores momentos da sua história institucional, em termos de honorabilidade, imagem e bom nome, cujos episódios mais recentes, tem agravado não só a sua credibilidade junto da opinião pública nacional e internacional, como a estão a arrastar membros do topo da instituição, para trilhos no âmbito dos tribunais judiciais, que perante os fatos, não tem como contornar a lei, no cumprimento da sua missão de justiça com imparcialidade.

A recente decisão do Tribunal de Palma, que na passada terça feira indiciou a Infanta Cristina, por fraude fiscal e lavagem de dinheiro, é o exemplo mais próximo, dos desvios inaceitáveis, numa instituição que deveria saber cuidar da sua própria imagem, evitando entrar por caminhos condenáveis, pela prática de atos sujeitos à imputação de acusações criminais.

Em declarações proferidas na terça feira, o advogado da Infanta Cristina afirmou que “está a defender o direito da Infanta, de não ser imputada neste caso”, mas entretanto o Juiz José Castro, que lidera o processo, afirma que “os indicios são suficientes e demonstram que a Infanta permitiu que uma das sociedades “a Aizoon” onde detinha cinquenta por cento, conjuntamente com Iñaki Urdangarin o seu ex marido, “fosse usada na prática de delitos fiscais, utilizando em proveito próprio, “ela a infanta”, fundos dessa sociedade, sabendo que eram de origem ilícita”.

A sociedade em causa, terá sido utilizada para canalizar e distribuir alguns milhões de euros, originários da actividade ilícita, praticada no “Instituto Nóos”, uma fundação que obteve fundos públicos de forma irregular, no tempo em que o seu presidente, era Iñaki Urdangarin.

Se a Infanta não tem nada a ver com esta acusação, porque razão não decidiu em tempo útil, um novo rumo para a sua posição, porque a opinião pública não consegue perceber, como é que a própria infanta não se manteve à margem de toda a trama, engendrada pelo seu ex marido, porque como dizem e muito bem, terá havido em algum momento, a oportunidade de ela ter percebido, que a empresa em causa, estava a ser usada como escudo, da gestão fraudulenta por parte da administração do “Instituto Nóos”.

Desconhece-se para já como terminará esta questão, que atinge um nível impensável, perante a decisão do tribunal, que só está a cumprir a sua função, sendo desde logo previsível que não acabe bem para a Casa Real Espanhola, no seu todo, justificando-se por isso e desde logo, que o Rei abdique, porque foi ele próprio o primeiro a dar origem à degradação da imagem e do bom nome da instituição a que preside, afetado pelas sucessivas imprudências que cometeu, ficando sem tempo ou moral, para gerir as ovelhas do seu rebanho.

Carlos Santomor

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