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Combate ao lixo marinho recorrendo a drones low cost
Investigadores “UAS4Litter” (esq/dir) Paula Sobral_Filipa Bessa_Luísa Gonçalves e Gil Gonçalves

Combate ao lixo marinho recorrendo a drones low cost

A utilização de Drones “low-cost”, no combate ao lixo marinho, pode ser mais uma solução, como confirmam os primeiros resultados, obtidos com o projeto de investigação “UAS4Litter”, liderado pela Universidade de Coimbra, que pretende mitigar o grave problema ambiental, que afeta os oceanos e ecossistemas de todo o planeta.

O “UAS4Litter”, acrónimo de “Mapeamento de lixo marinho com drones low-cost”, tem como principal objetivo o uso de sistemas aéreos não tripulados, vulgarmente conhecidos como drones (em inglês usa-se a sigla UAS, referente a Unmanned Aerial Systems), acoplados a sensores óticos e multiespectrais para a deteção, busca e inspeção autónoma de lixo marinho em áreas costeiras.

A equipa de investigadores está a desenvolver um sistema integrado de baixo custo (hardware e software) baseado em drones para o mapeamento de lixo marinho. Genericamente, o sistema recolhe imagens de praias, que são posteriormente processadas num software fotogramétrico para formar um grande mosaico georreferenciado e retificado (ortofoto), «o qual é depois submetido a uma análise automática, recorrendo a métodos de inteligência artificial, para a identificação e categorização dos diferentes tipos de lixo (plásticos, vidro, borracha, metal, madeira, etc.)», explicam Gil Gonçalves e Filipa Bessa, investigadores principais do projeto.

Os resultados finais do UAS4Litter, referem ainda os investigadores da UC, «serão traduzidos em orientações práticas para o mapeamento e monitorização de lixo marinho com drones em zonas costeiras, para uma ampla gama de utilizadores finais, o que é crucial para a mitigação da poluição pelo lixo marinho».

Financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), o projeto que teve início em 2018, é liderado por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), através do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC Coimbra) e do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE-UC). A área de estudo está localizada no Centro de Portugal Continental, na Figueira da Foz, em três praias arenosas com níveis distintos de poluição marinha e pressões de urbanização.

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