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Condutores sabem pouco sobre Zonas de Emiss√£o Reduzidas

Condutores sabem pouco sobre Zonas de Emiss√£o Reduzidas

A implementa√ß√£o de Zonas de Emiss√£o Reduzida (ZER), as √°reas locais onde √© limitada a circula√ß√£o autom√≥vel com o objetivo de reduzir a polui√ß√£o e melhorar a qualidade do ar, j√° s√£o uma realidade em algumas cidades, Lisboa por exemplo j√° tem instalada uma dessas ZER, medida que pretende combater as altera√ß√Ķes clim√°ticas.

Mas e segundo dados do Observador Automóvel 2024, o estudo realizado pela Cetelem, os condutores portugueses tem um conhecimento muito reduzido sobre o tema. Enquanto 67% dos portugueses afirmam ter conhecimento da existência deste tipo de regulamentação no mundo, apenas 27% sabem exatamente o que são estas zonas e 33% assumem não saber nada sobre o assunto.

Perante a impossibilidade de circular em determinadas zonas, os automobilistas portugueses decidiram que irão evitar circular nessas zonas (40%) ou optar por outro meio de transporte (31%). Já 25% garantem que irão continuar a circular nas ZER, mesmo que seja proibido. Apenas 12% tencionam adquirir um novo veículo que seja permitido nas ZER (12%).

O mesmo estudo revela que 64% dos inquiridos não tinham conhecimento da proibição de venda de veículos a combustão até 2035, prazo estabelecido pela União Europeia, que 70% consideram ser demasiado exigente.

Apesar de demonstrarem falta de conhecimento sobre o tema, 81% dos portugueses defendem que as ZER são uma medida boa e necessária para resolver o problema da qualidade do ar, mas 59% referem que esta é uma medida ineficaz no combate à poluição.

Por outro lado, relativamente à questão económica, 83% dos inquiridos pensam que a maioria dos portugueses não terá capacidade para adquirir carros novos que sejam permitidos nas ZER, nomeadamente pelas famílias com baixos rendimentos, e 52% vão mais longe ao afirmarem que a medida é irrealista e, ou nunca acontecerá, ou não irá ser bem-sucedida.

Perante esta potencial impossibilidade de circular em determinadas zonas, os automobilistas portugueses decidiram que irão evitar circular nessas zonas (40%) ou optar por outro meio de transporte (31%). Já 25% garantem que irão continuar a circular nas ZER, mesmo que seja proibido. Apenas 12% tencionam adquirir um novo veículo que seja permitido nas ZER (12%).

Falta de conhecimento é transversal a todos os países inquiridos

O princ√≠pio e a aplica√ß√£o das ZER variam muito de pa√≠s para pa√≠s. Por exemplo, a zona de Lisboa est√° dividida em duas, com uma norma m√≠nima Euro 2 e uma norma m√≠nima Euro 3. Em rela√ß√£o ao √Ęmbito deste estudo, apenas quatro pa√≠ses ainda n√£o tinham criado uma ZER: a China (criada apenas para ve√≠culos pesados de mercadorias), os Estados Unidos da Am√©rica (existe uma zona de teste em Santa-Monica, Calif√≥rnia), a Turquia e o M√©xico (os projetos est√£o em discuss√£o).

Apesar de 7 em cada 10 pessoas terem conhecimento da exist√™ncia das ZER, apenas um ter√ßo sabe exatamente do que se trata. Atualmente, a maioria dos pa√≠ses europeus, em especial os que possuem ZER eficazes, destacam-se por terem o maior n√ļmero de condutores com conhecimento exato da sua exist√™ncia, como √© o caso da Alemanha, B√©lgica, It√°lia e Fran√ßa, com resultados de 50% ou pr√≥ximos disso.

6 em cada 10 pessoas inquiridas em todos os pa√≠ses acreditam que as ZER s√£o uma solu√ß√£o para os problemas atuais. Uma percentagem quase id√™ntica de condutores considera tamb√©m que compreendeu o que √© proibido e o que √© permitido (55%). No entanto, esta medida √© considerada injusta para os agregados familiares com baixos rendimentos por 8 em cada 10, o que sublinha uma vez mais a import√Ęncia do crit√©rio financeiro quando se trata de autom√≥veis. Al√©m disso, 7 em cada 10 pessoas consideram o calend√°rio de implementa√ß√£o das medidas demasiado apertado.

Quanto às ZER existentes em cada país, no geral, apenas 4 em cada 10 afirmam que estão presentes no seu país e 1 em cada 2 automobilistas não sabe se serão introduzidas. Em metade dos países deste estudo, a percentagem de pessoas que admitem não saber ultrapassa mesmo os 50%. Consequentemente, a maioria dos inquiridos do estudo (55%) está confiante de que o seu veículo poderá circular dentro das ZER.

Em caso da impossibilidade de circular, os condutores est√£o a organizar-se de uma forma pragm√°tica e duas solu√ß√Ķes obtiveram 30% das escolhas: comprar um ve√≠culo autorizado ou recorrer √† mobilidade suave.

Contudo, os inquiridos expressam opini√Ķes contradit√≥rias, sobre os regulamentos relativos aos ve√≠culos com motores a combust√£o: mais de 6 em cada 10 pessoas pensam que estas medidas s√£o boas, mas 1 em cada 2 considera-as insuficientes. J√° 8 em cada 10 pessoas sublinham que as fam√≠lias ser√£o as primeiras a serem penalizadas se n√£o puderem vender o seu ve√≠culo com motor a combust√£o, o que tornar√° imposs√≠vel a sua desloca√ß√£o.

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