Dilma Rousseff aponta o dedo à crise internacional e à seca

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O Brasil está por estes dias a enfrentar mais uma “revoltosa”, com as manifestações que tiveram lugar este domingo por todo o país, numa reação dos brasileiros à divulgação da lista de cinquenta políticos, envolvidos no esquema de corrupção Petrobrás.

Num discurso de 15 minutos ao país este domingo e numa tentativa de “acalmar as águas”, Dilma Rousseff, focou-se mais na promessa de soluções económicas, do que na lista divulgada, que varre a classe política brasileira e que é constituida na sua grande maioria, por políticos aliados ao governo da presidente.

Sobre o assunto a Presidente Dilma limitou-se a dizer que a justiça vai aplicar “mão dura contra os corruptos”, referindo-se singelamente ao tema Petrobrás, o que não convence a grande maioria dos Brasileiros, fustigados por falsas promessas, descrentes numa justiça, que previligia sistematicamente os mais poderosos.

Dilma Rousseff aproveitou para dar a alfinetada na comunicação social, ao afirmar que “os noticiários são úteis, mas confundem mais do que esclarecem”, garantindo aos brasileiros que o país não está a passar por uma crise, passa apenas por momentos diferentes, referindo-se a problemas conjunturais, que considera serem muito diferentes das crises que afetaram o Brasil no passado.

Mas logo a seguir, apontou como principal causa para a situação que o país enfrenta, aquela que é segundo as suas palavras “a mais grave crise internacional desde 1929” a que juntou a “maior seca que o Brasil vive atualmente”, como principais razões, afirmando que a situação é passageira e apelando à união dos brasileiros, para ultrapassarem este momento menos bom.

Segundo a imprensa Brasileira, à hora do discurso da Presidente, decorriam ruidosas manifestações de protesto contra o seu governo e contra ela própria, com “panelaços”, “buzinadelas” nas ruas e nas janelas, apagões de luz domiciliária, gritos de “fora Dilma” nas principais cidades brasileiras, com destaque para S. Paulo e Rio de Janeiro.

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