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Encontro Nacional do Núcleo de Estudos de Ecografia

O Núcleo de Estudos de Ecografia (NEEco) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar a 26 de março, no VIP Executive Art´s Hotel em Lisboa, o I Encontro Nacional do Núcleo de Estudos de Ecografia.

A 24 e 25 de março, também na capital portuguesa, decorrerá o curso pré-encontro no âmbito da reunião nacional.
“Neste encontro, os médicos internistas vão poder ouvir de colegas com renome internacional, como foi feito o desenvolvimento de POCUS em diferentes países, nomeadamente no Brasil, Espanha e Estados Unidos da América, por forma a ter bases para podermos discutir, ao longo do encontro, as especificidades do desenvolvimento de POCUS em Portugal no âmbito da Medicina Interna e da relação com as outras especialidades que usam a Ecografia na prática diária”, antecipa José Mariz, Coordenador do Núcleo de Estudos de Ecografia (NEECO) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

Em ambiente de colaboração e networking, o I Encontro Nacional do Núcleo de Estudos de Ecografia vai permitir aos profissionais da especialidade refletir sobre atuais e futuros desafios da prática clínica.

“Serão abordadas atualizações no âmbito da Ecocardiografia no doente crítico, na Ecografia Reno-Vesical no Serviço de Urgência e da aplicação da Ecografia na abordagem inicial dos doentes com COVID-19”, referencia ainda José Mariz, sublinhando que, durante o encontro, será ainda feita a “apresentação de casos clínicos e trabalhos científicos, onde POCUS foi crucial na integração e resolução do problema clínico ou como objeto de estudo em trabalhos de investigação clínica”.

A Point-Of-Care UltraSonography (POCUS, como é internacionalmente conhecida) trata-se de uma técnica de diagnóstico segura e que permite o aperfeiçoar do processo de decisão na orientação do doente.

Nos últimos anos tem-se registado um crescimento exponencial da Ecografia à Cabeceira do Doente (Point-of-care Ultrasonography – POCUS), junto dos Internistas a nível mundial e, Portugal mostra-se alinhado com a atual realidade.

“Dois aspetos são fundamentais para esse crescimento: por um lado, a evolução tecnológica permite o uso de ecografia à cabeceira do doente com aparelhos cada vez mais portáteis e com elevada qualidade de processamento de imagem em tempo real. Por outro lado, a crescente evidência científica, a partir de inúmeros trabalhos de investigação científica de qualidade, permite que o uso de ecografia à cabeceira do doente melhore o cuidado dos doentes, tornando mais eficiente o processo de decisão clínica e influenciando o desfecho do doente a nível da mortalidade e morbilidade”, conclui José Mariz.

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