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ESPAÇO PARA TUDO E TODOS

Daniela Simplicio

Daniela Simplicio

Revitalizante. Revigorante. Refrescante. Os primeiros sin√≥nimos, eu sei. O √ļltimo, apenas um completar, do que fora sentido. √Č, e usando estes ‚ÄúRe(s)‚ÄĚ, que descrevo a minha p√≥s-presen√ßa, do concerto, dado pela banda ‚Äú30 Seconds To Mars‚ÄĚ, no passado m√™s, no dia 29, no espa√ßo MEO Arena, na nossa capital. Para uns, apenas um concerto, para outros, apenas mais um concerto. Para muitos, e aqui me incluo, uma energia oferecida h√° muito n√£o sentida, quase que, uma nova for√ßa de vida. Foi assim, que deixei aquele espa√ßo‚Ķ Agradecendo mais um momento feliz, para a minha lista de momentos felizes. Porque a felicidade n√£o passa disso mesmo, de momentos. Desta vez, tive a plena consci√™ncia, de como me sentia, pois, e como se costuma dizer, s√≥ sabemos que era felicidade quando dela sa√≠mos. N√£o √© assim?

Consegue-se imaginar, o qu√£o bom foi observar, uma abund√Ęncia de pessoas, todas com um mesmo objetivo: descontrair. Sair por uns longos e longos minutos, de uma crise, de uma rotina di√°ria. Consegue-se imaginar, o qu√£o bom foi sonhar e vestir a pele dos que s√£o correspondidos, dos que possuem mais do que realmente precisam, dos que do mal retiram sempre algo bom, e dos imaginativos. Ou seja, ‚ÄúLOVE LUST FAITH + DREAMS‚ÄĚ. Isto, numa interpreta√ß√£o muito subjetiva.

√Č, de um igual agrado, que afirmo um profissionalismo, experiente talvez, inato talvez. A voz? Real, principalmente. O som? M√ļsica para os meus ouvidos. Os restantes efeitos? Complementaram o espet√°culo. A genuinidade e a simplicidade, que acompanharam a intera√ß√£o com o p√ļblico, foi not√°vel. Foi uma performance completa: Jared Leto fez, cumpriu, conseguiu e concluiu. Expetativas superadas! Desta vez, foi saud√°vel t√™-las!

Uma outra razão, para ter gostado do show, foi por haver um término. Por sabê-lo, valorizei ainda mais, quem sabe excessivamente. Ironias engraçadas, estas!

Roubada pelo capitalismo, recuperamos, em momentos como este, a nossa energia criativa, e sentimo-nos capazes de tudo, até de cantar, dançar, tocar. Porque, e obrigados a não descobrir as nossas capacidades, somos, diariamente, convidados a executar o mesmo, o mesmo, e mais do mesmo. Somos levados, a nunca nos elevarmos. A acreditar, que o nosso dever é aceitar e agradecer, porque as coisas são porque são. A acreditar, que já demos o nosso todo, mas não. Somos levados, ao esquecimento, de uma vida para além de uma sobrevivência.

N√≥s, sem as artes? Sem a nossa ess√™ncia? Sem aquilo que nos liberta? Que nos enche a alma? Que nos aproxima de n√≥s mesmos? √Č algo imprescind√≠vel, que nos relembra que somos seres criativos, e n√£o m√°quinas formatadas para. As artes, acordam-nos, desta dorm√™ncia, que se sente na sociedade. Quem sabe, e relembrando a ironia dita atr√°s, n√£o sejam necess√°rios mais uns quantos fins, para que se erga um massivo reconhecimento, por uma √°rea, que tamb√©m merece um lugar entre n√≥s. E n√£o esque√ßam, ‚ÄúSomos pobres, mas somos muitos.‚ÄĚ, como disse um padre, um verdadeiro padre.

Por: Daniela Simplício

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