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Estudo avalia a pr√°tica do Autocaravanismo em Lagos
Estudo avalia a pr√°tica do Autocaravanismo em Lagos

Estudo avalia a pr√°tica do Autocaravanismo em Lagos

A primeira parte do estudo de ordenamento para a pr√°tica do autocaravanismo no munic√≠pio de Lagos, que inclui o ‚ÄúLevantamento, caracteriza√ß√£o e diagn√≥stico da situa√ß√£o existente‚ÄĚ, foi apresentado e aprovado, na √ļltima reuni√£o do executivo camar√°rio.

O objetivo deste trabalho √©, no final, fazer aprovar uma proposta de ordenamento e uma proposta de regulamento para o exerc√≠cio desta pr√°tica, que tem crescido e evolu√≠do nos √ļltimos anos, sem descurar a utiliza√ß√£o sustent√°vel dos recursos existentes e favorecendo a salvaguarda do patrim√≥nio natural, a par do desenvolvimento social, econ√≥mico e cultural do concelho.

O diagnóstico quis saber onde param os autocaravanistas, quem são e quais as suas necessidades e, ainda, o que pensa a população sobre esta atividade. As respostas estão no documento agora apresentado, o qual inclui a georreferenciação dos locais onde atualmente se realiza a prática do autocaravanismo, a identificação das principais particularidades dos locais e parques de caravanismo e autocaravanismo existentes, a avaliação da procura e o perfil tipo dos autocaravanistas, assim como a perceção da população, obtida através de um inquérito social online.

Apesar da exist√™ncia de quatro parques de campismo, um parque de campismo militar e uma √Ārea de Servi√ßo de Autocaravanas (ASA), a equipa de trabalho identificou 52 locais informais de estacionamento, parqueamento ou pernoita dos autocaravanistas, na sua maioria situados em parques de estacionamento no interior dos per√≠metros urbanos, nos parques de serventia √†s praias e nas √°reas de estacionamento informal junto √†s mesmas, nas fal√©sias e pr√≥ximo de dunas e zonas lagunares, na envolvente de equipamentos coletivos e/ou empreendimentos, em loteamentos ainda n√£o acabados e, por vezes em avenidas e arruamentos urbanos, confirmando-se a prefer√™ncia dos autocaravanistas pelos locais mais perto das praias.

Quanto ao perfil, a maioria dos autocaravanistas que visita Lagos tem acima de 41 anos (54% tem mais de 65 anos), √© de nacionalidade Holandesa, Brit√Ęnica, Francesa e Alem√£ (por ordem de import√Ęncia), tem escolaridade ao n√≠vel do ensino secund√°rio e superior, um rendimento familiar entre os 1250‚ā¨ e os 2500‚ā¨, optando, na sua maioria, por viagens de longa dura√ß√£o por per√≠odos superiores a um m√™s, feita por duas pessoas (familiares sem filhos ou amigos). Quase 60% destes turistas gasta em m√©dia entre 20 a 50‚ā¨ por dia e por pessoa. Questionados sobre a ASA municipal, a maioria destes turistas avaliou a mesma com 3* (pelos servi√ßos disponibilizados) sendo que 32% classificou este equipamento com 5* (atendendo sobretudo √† localiza√ß√£o e espa√ßo dispon√≠vel). A internet e a recomenda√ß√£o por parte de amigos e/ou familiares s√£o as principais formas de conhecimento da ASA, mas s√£o as caracter√≠sticas da pr√≥pria cidade, nomeadamente a sua hist√≥ria, cultura e gastronomia, assim como a rela√ß√£o de proximidade com o mar, as praias existentes e a amenidade do clima que suscitam a visita a Lagos.

O diagn√≥stico quis tamb√©m saber o que pensam os lacobrigenses sobre esta atividade. Os resultados do inqu√©rito aplicado revelam que mais de 70% dos inquiridos apreciam a pr√°tica do autocaravanismo, apesar de nunca o terem experimentado, e que este pode ajudar a combater a sazonalidade do turismo, promovendo a economia local. Quanto aos aspetos negativos a popula√ß√£o destaca sobretudo o estacionamento diurno e a pernoita de autocaravanas em locais n√£o autorizados, assim como o impacto sobre o patrim√≥nio ambiental, natural e cultural, defendendo o aumento da fiscaliza√ß√£o das pr√°ticas ilegais e a melhoria das condi√ß√Ķes de acolhimento destes ve√≠culos e turistas.

Na segunda fase do estudo, a equipa de trabalho vai dedicar-se à construção de uma proposta de ordenamento que permita ao município uma melhor gestão desta atividade.

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