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GOLEGÃ CAPITAL DO CAVALO

O lugar de Golegã outrora pertença da Vila de Santarém, foi elevado à categoria de Vila por carta de D. João III, datada de 3 de Novembro de 1534.

Segundo vários autores, a Vila da Golegã teve origem no tempo de D. Afonso Henriques ou de D. Sancho I, quando uma mulher natural da Galiza e que residia em Santarém veio estabelecer-se com uma estalagem neste local.

Que a Goleg√£ j√° existia no s√©culo XV, parece n√£o haver d√ļvidas, bem como depois de se haver estabelecido nela a dita Galega, ter passado a denominar-se Venda da Galega, P√≥voa da Galega, Vila da Galega e mais tarde por corrup√ß√£o de linguagem, “Goleg√£”.

A par da import√Ęncia do lugar em que se situa, a regi√£o da Goleg√£ detinha uma das maiores riquezas: um solo f√©rtil: A fama das suas terras chamou muito povo a si, como grandes agricultores e criadores de cavalos.
Dos tempos mais remotos v√™m alus√Ķes √† regi√£o, √† Quinta da Cardiga que em 1169 foi dada por D. Afonso I √† ordem do Templo para arroteamento e cultivo.

De século para século foi a mesma sendo doada a outras ordens e, a partir do século XIX, comprada por diversos grandes agricultores.
J√° no s√©culo XVIII, e com o apoio dado pelo Marqu√™s de Pombal, a feira come√ßou a tomar um importante cariz competitivo, realizando-se concursos h√≠picos e diversas competi√ß√Ķes de ra√ßas. Os melhores criadores de cavalos concentravam-se ent√£o na Goleg√£.

No s√©culo XIX, com base na valoriza√ß√£o agr√°ria da regi√£o, a Goleg√£ voltou a ter grande import√Ęncia para o que muito contribu√≠ram as figuras de dois grandes agricultores e estadistas: Carlos Relvas, fidalgo da Casa Real, grande amigo do Rei, comendador, lavrador, artista, propriet√°rio de diversos estabelecimentos agr√≠colas e de dois pal√°cios (onde por v√°rias vezes hospedou a fam√≠lia real), e Jos√© Relvas, seu filho, imensamente ligado √† causa republicana, ministro das finan√ßas e tamb√©m um grande artista.

Em meados do século XVIII, teve o seu começo a Feira da Golegã, chamada até 1972 Feira de S. Martinho, data a partir da qual passou a denominar-se Feira Nacional do Cavalo.

√Č a Feira Nacional do Cavalo a mais importante e mais casti√ßa de todas as feiras que no seu g√©nero se realizam em Portugal e no mundo.

Aqui se apresentam todos os criadores, com os seus belos exemplares, razão pela qual, se transaccionam na Golegã, os melhores puro-sangue, criados no País, que são vendidos para vários pontos do globo.

A Goleg√£ h√° muito que passou a ser a Capital do Cavalo. O dia de S. Martinho, de feira que foi, passou ao mais belo e √ļnico espect√°culo equestre p√ļblico que se realiza a n√≠vel gratuito entre n√≥s.

Ralies, Raids, Jogos Equestres, Campeonatos, Maratona de Carruagens, Exibi√ß√Ķes, s√£o alguns dos mais belos espect√°culos que na Goleg√£ se realizam na sua apresenta√ß√£o do mais belo animal do mundo que √© o cavalo.

E para complemento da festa justificando o ad√°gio popular que, “Pelo S. Martinho prova o Vinho”, n√£o faltar√£o a √°gua-p√© e as sempre apetecidas castanhas assadas.

(Org)

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