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Guebuza quer ver a Renamo de volta à Cena Política

Leopardo do Gilé

Leopardo do Gilé

O Presidente da República, Armando Guebuza, manifestou na quarta-feira dia 29 de Janeiro, na capital etíope, Addis Abeba,onde está a participar na 22ª Cimeira da União Africana de Chefes de Estado e de Governo, o seu desejo de ver a participação da Renamo, ainda o maior partido da oposição em Moçambique e antigo movimento rebelde, nas próximas eleições gerais agendadas para 15 de Outubro próximo.

“A Renamo não participou nas últimas autárquicas, e esperamos que ela participe (nas próximas eleições gerais) e ocupe o seu lugar na sociedade e, em particular, ao nível das políticas que estamos a aplicar no país”, disse Guebuza, falando durante um encontro com a comunidade moçambicana residente na Etiópia. O Presidente moçambicano explicou que por causa da recusa da Renamo em participar nas últimas eleições autárquicas, os membros daquela formação deixarão de existir nas assembleias municipais. Moçambique conta com 53 cidades e vilas municipais.

O pleito de 15 de Outubro próximo inclui as presidenciais e parlamentares, para além das eleições das assembleias provinciais. Para o efeito, já estão em curso a campanha de educação cívica, bem como os preparativos para o recenseamento eleitoral de raiz que se iniciou nesta quinta-feira, à escala nacional.

Guebuza disse ainda que existem muitos deputados daquele partido da oposição na Assembleia da República, razão pela qual se a Renamo não participar estes cérebros não vão ser muito produtivos na cena política do nosso país.

Na mesma ocasião, o estadista moçambicano manifestou a sua preocupação com os ataques perpetrados pela Renamo contra alvos civis e militares que já causaram mortes e destruição de bens. Ele explicou que o governo está a fazer um esforço para acabar com estes ataques, mas, para o efeito, é necessário que a Renamo se sinta parte da nossa sociedade e dê parte da sua contribuição. “É por isso que nós estamos em diálogo com a Renamo”, vincou.

Para o Presidente Guebuza, não existe uma explicação suficiente que justifique a presente tensão político-militar em Moçambique. Contudo a Renamo e a Frelimo depois de vários meses de tensão política e militar, já se sentam a mesa e aparecem as primeiras luzes de um “certo entendimento” entre as duas partes, pelo menos ao sentarem-se na mesma mesa.

Por: Leopardo do Gilé, algures em Moçambique
“escreve sem o acordo ortográfico”

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