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Notícias sobre saúde mental triplicam em Portugal

Notícias sobre saúde mental triplicam em Portugal

O Dia Internacional da Saúde Mental, que se assinalou este domingo, 10 de outubro, originou uma análise da CISION e do Manicómio sobre a evolução da informação relacionada com a Saúde Mental nos media portugueses, entre 2019 e 2021, com o objetivo de observar o espaço noticioso relativo ao tema, tendo-se verificado que o número de notícias sobre Saúde Mental mais do que triplicou relativamente ao período pré-pandemia.

Em 2019, registou-se um total de 12.603 artigos sobre Saúde Mental nos media em Portugal, observando-se um crescimento exponencial para 24.750 notícias em 2020, o ano em que foi declarada a pandemia da COVID-19. Este ano, até dia 30 de setembro, são já 26.415 artigos sobre Saúde Mental monitorizados nos media nacionais, pelo que se antecipa que, também no quarto trimestre, o tema continue a crescer no panorama mediático nacional.

Em comparação com os primeiros três trimestres de 2019, as notícias sobre a saúde mental mais que triplicam em 2021 – aumento de 326%. E mesmo em comparação com o primeiro ano da pandemia em Portugal, em 2020, as menções à saúde mental em 2021 cresceram em 159%.

A CISION identificou ainda que, o Dia Internacional da Saúde Mental neste mês de outubro contribui, quase sempre, para a preponderância do número de notícias neste período. Em 2019, contabilizaram-se 4.509 notícias no quarto trimestre; enquanto que em 2020 se verificaram 8.101 artigos no mesmo período.

Relativamente aos media portugueses, a maioria da informação divulgada entre 1 de janeiro de 2019 a 30 de setembro de 2021 encontra-se online – este meio representa 65% do volume de informação. Segue-se a Imprensa, com 20% do total das notícias contabilizadas.

“Estes dados demonstram que a saúde mental passou a ser um dos principais tópicos nos media, um tema que foi acelerado pelas consequências imediatas da pandemia. Acreditamos que é urgente que, de futuro, o mesmo tópico seja acompanhado não só pelo lado negativo do flagelo, mas abordando também o lado positivo, o lado da criatividade, da capacidade humana e das medidas de combate ao estigma. É inevitável afirmar que em 2021 há mais portugueses que sofrem deste tipo de doenças, mas também há mais portugueses que a combatem usando ferramentas que a sociedade dispõe. O governo e sociedade deveriam dar as mãos no combate à doença, e na nossa perspectiva, principalmente ao estigma da doença mental”, defende Sandro Resende, fundador do Manicómio.

O objeto de análise deste estudo realizado pela CISION, em colaboração com a Corpcom e o Manicómio, foram todas as notícias com referência a Saúde Mental veiculadas em mais de 120 mil meios de informação online, pesquisadas entre 1 de janeiro de 2019 e 30 de setembro de 2021.

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