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PAN questiona a C√Ęmara sobre gest√£o do Campo Pequeno

PAN questiona a C√Ęmara sobre gest√£o do Campo Pequeno

O PAN – Pessoas, Animais e Natureza, questionou o Presidente da C√Ęmara de Lisboa, Fernando Medina, com uma s√©rie de quest√Ķes relacionadas com a gest√£o da pra√ßa de touros do Campo Pequeno.

No seguimento da pol√©mica sobre a d√≠vida de cerca de meio milh√£o de euros que a sociedade que atualmente explora a pra√ßa de touros do Campo Pequeno tem para com o estado portugu√™s, abriu o caminho a uma s√©rie de outras evid√™ncias sobre os apoios institucionais que a autarquia proporciona √† ind√ļstria taurom√°quica

O contracto celebrado em 1839 entre a Casa Pia de Lisboa, propriet√°ria do edif√≠cio e a C√Ęmara Municipal de Lisboa, estabelece que a autarquia cede o terreno para a constru√ß√£o da pra√ßa de touros no Campo Pequeno, com a condi√ß√£o que ali sejam realizadas touradas e que se a Casa Pia der outro destino √† pra√ßa de touros, que n√£o a realiza√ß√£o de espet√°culos taurom√°quicos,¬† a posse do terreno passa novamente para a C√Ęmara Municipal.

Entre outros aspetos, o PAN pretende apurar qual o posicionamento da C√Ęmara Municipal relativamente aos apoios institucionais √† tauromaquia, designadamente, por via da Associa√ß√£o de Turismo de Lisboa, bem como da ced√™ncia de quaisquer meios da autarquia, como direitos de superf√≠cie, publicidade nos meios de comunica√ß√£o institucional, isen√ß√Ķes, entre outros, designadamente atrav√©s dos seguintes esclarecimentos.

O partido tamb√©m pretende obter informa√ß√£o adicional acerca dos preju√≠zos financeiros para a autarquia, decorrentes da ced√™ncia do direito de superf√≠cie. Ou seja, decorre da ced√™ncia √† Casa Pia uma isen√ß√£o no pagamento de IMI, da Arena e das Lojas existentes no subsolo, que ascendem a ‚ā¨ 12.402.910,00, no entanto a entidade que est√° a beneficiar desta mesma isen√ß√£o s√£o os privados, a Sociedade de Renova√ß√£o Urbana do Campo Pequeno (SRUCP), ou ainda quem explora os espa√ßos comerciais existentes.

Face à insolvência da sociedade que gere o Campo Pequeno, o PAN quer saber ainda se a autarquia estuda a possibilidade de reclamar a posse da sala de espetáculos e encontrar uma forma de substituir a realização de eventos tauromáquicos por outras atividades não violentas.

Por considerar que a resposta do Presidente da C√Ęmara de Lisboa, Fernando Medina, n√£o foi esclarecedora, limitando-se a negar evid√™ncias, o Grupo Municipal do PAN apresentou estas quest√Ķes por escrito na esperan√ßa de ‚Äúobter um maior compromisso pol√≠tico com a invers√£o de uma situa√ß√£o que compromete um espa√ßo que poderia ser aproveitado para a pr√°tica de atividades que contribuam efetivamente para a evolu√ß√£o humana e cultural do povo portugu√™s, neste caso concreto dos lisboetas, e para enobrecer a oferta tur√≠stica da cidade com espet√°culos culturais n√£o violentos.‚ÄĚ Defende In√™s Real, Deputada Municipal do Grupo Municipal do PAN em Lisboa.

‚ÄúPara o PAN n√£o √© admiss√≠vel que as vontades e tradi√ß√Ķes de uma minoria de cidad√£os com algum poder e influ√™ncia pol√≠tica e econ√≥mica continue a prevalecer sobre a vontade expressa da maioria dos cidad√£os. As dificuldades econ√≥mico financeiras que este espa√ßo, no centro de Lisboa, est√° a passar veem comprovar a incapacidade da ind√ļstria da tauromaquia se auto financiar continuando a sobreviver √† custa de dinheiros e outras benesses p√ļblicas. Acrescenta In√™s de Sousa Real.

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