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ALGUNS PARTIDOS MOÇAMBICANOS DIZEM NÃO À VIOLÊNCIA

Leopardo do Gilé

Leopardo do Gilé

Os partidos políticos que vão participar nas autárquicas agendadas para 20 de Novembro próximo adoptaram um Código de Conduta Eleitoral com a finalidade de conter a violência durante aquele processo.

O documento em questão engloba 27 princípios que a serem implementados poderão contribuir para ausência de lamentáveis cenas de violência que cronicamente ocorrem durante os processos eleitorais, em que regra geral os protagonistas são os rivais adeptos dos principiais partidos Frelimo, Renamo e MDM.

Desta vez o partido da ‚Äúperdiz‚ÄĚ (Renamo) n√£o estar√° na arena. √Č de prever que o cen√°rio se repita nas aut√°rquicas de Novembro, a avaliar pelos sinais que come√ßaram a surgir como aconteceu nas √ļltimas comemora√ß√Ķes da data que marcou o in√≠cio da luta de liberta√ß√£o nacional, ‚Äú25 de Setembro‚ÄĚ.

O presidente de Comiss√£o Nacional de Elei√ß√Ķes (CNE), Abdul Carimo, referiu que o C√≥digo de Conduta Eleitoral servir√° de guia para elaborar o C√≥digo de Conduta para a CNE.

Para o representante do partido Frelimo, Dami√£o Jos√©, n√£o basta que se adopte um c√≥digo de conduta e √Čtica Eleitoral, ‚Äú√© preciso que no seio de alguns partidos pol√≠ticos haja mudan√ßa de atitudes para que se ponham em pr√°tica os princ√≠pios nele sublinhados‚ÄĚ. Classificando a adop√ß√£o do C√≥digo de Conduta Eleitoral como ‚Äúacto de singular import√Ęncia que vai permitir que a constru√ß√£o de Estado de Direito Democr√°tico e a festa da democracia multipartid√°ria continuem a ser refer√™ncia obrigat√≥ria‚ÄĚ, Dami√£o Jos√© disse ser obrigat√≥ria a mudan√ßa de mentalidade. ‚ÄúEste C√≥digo de Conduta Eleitoral cont√©m alguns princ√≠pios democr√°ticos b√°sicos que todos os partidos pol√≠ticos e a popula√ß√£o em geral s√£o chamados a respeitar‚ÄĚ, sublinhou.

O secret√°rio-geral do Movimento Democr√°tico de Mo√ßambique (MDM), Lu√≠s Boavida, afirmou que o seu partido est√° ciente de que os processos democr√°ticos devem ser organizados de modo a criar um ambiente conducente a elei√ß√Ķes livres, justas, transparentes, pac√≠ficas, abrangentes e inclusivas, onde s√£o asseguradas a liberdade de ac√ß√£o pol√≠tica de todos os concorrentes.

Por sua vez, o secret√°rio-geral da Coliga√ß√£o Oposi√ß√£o de M√£os Dadas, Francisco Campira, √© de opini√£o que o C√≥digo de Conduta Eleitoral compromete todos os partidos pol√≠ticos em refrear, durante as quartas elei√ß√Ķes aut√°rquicas, ac√ß√Ķes que possam incitar a animosidades e causar desarmonia entre as pessoas, com base na filia√ß√£o partid√°ria.

J√° o director do Observat√≥rio Eleitoral, Guilherme Mbilana, considera a adop√ß√£o do C√≥digo de Conduta Eleitoral uma forma de munir os partidos pol√≠ticos e concorrentes com um instrumento orientador no dever de respeitar o direito dos outros de participar nas elei√ß√Ķes numa atmosfera tranquila e calma. ‚ÄúSignifica um compromisso de todos os partidos pol√≠ticos, divulgando e implementando os conte√ļdos inseridos neste documento‚ÄĚ, frisou.

Por: Leopardo do Gilé, algures em Moçambique.
“escreve sem o acordo ortogr√°fico”

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