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Portugueses pagam demasiado pelo consumo de energia

Portugueses pagam demasiado pelo consumo de energia

Com o consumo de eletricidade a aumentar substancialmente em 2021, no segmento doméstico, segundo dados da REN, é importante, hoje, conhecer o nível de conhecimento da população nacional sobre seu consumo e sua conta de eletricidade.

Neste contexto, a ei, energia independente, empresa especializada no autoconsumo solar fotovoltaico, do grupo Galp, realizou um estudo em Portugal e Espanha, que revela que 69% dos portugueses não concordam com o valor cobrado mensalmente na sua fatura de eletricidade e acreditam que atualmente pagam demasiado pela energia que consomem, enquanto 8,4% não sabem exatamente se o valor cobrado na sua fatura é o mais ajustado para o seu consumo.

O que é que os portugueses sabem sobre a sua conta de eletricidade?

A potência contratada é um dos aspetos mais importantes a ter em conta na nossa fatura e parece que os portugueses estão cientes disso, uma vez que 85% afirmam saber que potência contrataram. Destes, 55% sabem que a sua potência é a mais apropriada, enquanto 30,5% sabem que têm uma potência contratada que não se ajusta às suas necessidades (seja acima ou abaixo).

‚ÄúO facto de uma maioria n√£o concordar com o valor da sua conta de eletricidade significa uma coisa: as pessoas precisam de outros modelos de fornecimento de energia, mais adequados √†s suas necessidades. Neste sentido, a mudan√ßa para o autoconsumo torna-nos mais conscientes da energia que utilizamos e leva-nos a poupar na nossa fatura mensal de eletricidade. Isso d√°-nos o poder, como utilizadores, para tomar as melhores decis√Ķes com base no nosso estilo de vida e necessidades” diz Ysabel Marques, Iberian Chief Marketing Officer da ei energia independente.

Promover a efici√™ncia e o autoconsumo s√£o alguns dos objetivos das boas pr√°ticas que precisam de ser implementados. Esta forma alternativa de consumo de energia, apesar de existir h√° muitos anos, √© ainda desconhecida da popula√ß√£o, e 37% dos portugueses reconhecem que n√£o atualizaram os seus conhecimentos sobre o autoconsumo solar fotovoltaico nos √ļltimos anos. Em Espanha, e comparativamente, este n√ļmero √© ainda mais evidente com seis em cada dez espanh√≥is (60%) a reconhecerem n√£o ter muito conhecimento sobre o autoconsumo.

“Gerar a sua pr√≥pria energia permite que consiga evitar os impactos associados √† volatilidade do mercado e aos custos do sistema. Os consumidores podem encontrar no autoconsumo uma oportunidade para minimizar os efeitos de alguma flutua√ß√£o no valor da eletricidade, principalmente evitando as horas mais caras, j√° que a produ√ß√£o solar se concentra precisamente nesses per√≠odos”, acrescenta Ysabel Marques, Iberian Chief Marketing Officer da ei energia independente.

De facto, de acordo com o estudo ei, agora divulgado, 64% dos portugueses consideram que o autoconsumo solar fotovoltaico permite poupanças económicas significativas a médio e longo prazo, e 57% reconhecem que é uma fonte de energia mais sustentável.

O estudo apresentado foi desenvolvido e realizado pelo Instituto IO Sondea de Investigación de Mercados para a ei energia independente em Portugal e Espanha. Foi realizado tendo como base uma amostra de 2.008 indivíduos em cada país, de idades compreendidas entre os 18 e 65 anos de idade. Estes indivíduos pertencem ao painel Sondea, selecionados de acordo com as quotas de sexo, grupo etário e CCAA, de acordo com o censo municipal de habitantes do INE 2020. Foram selecionados de uma amostra de 10.000 indivíduos pertencentes ao referido painel, de forma intencional e proporcional às quotas cruzadas do INE de cada variável de afixação, o que representa uma taxa de resposta de 20,08%.

ei / CS

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