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Restauro das chaminés do palácio nacional de Sintra

Restauro das chaminés do palácio nacional de Sintra

J√° est√° em curso no Pal√°cio Nacional de Sintra, o projeto de conserva√ß√£o e restauro das monumentais chamin√©s que marcam a arquitetura do edif√≠cio. A interven√ß√£o, que abrange todos os paramentos da ala norte do Pal√°cio, consiste em repara√ß√Ķes pontuais de argamassas de reboco e posterior caia√ß√£o, com o objetivo de repor a homogeneidade crom√°tica do revestimento exterior, salvaguardando a sua integridade.

No √Ęmbito do plano de gest√£o e manuten√ß√£o patrimonial que a Parques de Sintra est√° a implementar no Pal√°cio Nacional de Sintra, cuja metodologia inclui a monitoriza√ß√£o e an√°lise constante do edificado, foi identificada a necessidade de intervir no revestimento das chamin√©s, que apresentam coloniza√ß√£o biol√≥gica e zonas pontuais de descascamento, fissura√ß√£o e destaque da argamassa de reboco. Consequentemente, a empresa decidiu avan√ßar com o projeto de conserva√ß√£o e restauro, com vista √† valoriza√ß√£o do Pal√°cio Nacional de Sintra, elemento central da vila e da pr√≥pria Paisagem Cultural de Sintra, elevada a Patrim√≥nio Mundial pela UNESCO em 1995.

A intervenção representa um investimento de 130 mil euros e prevê-se que esteja concluída até ao final do primeiro semestre de 2024.

O Pal√°cio Nacional de Sintra √© o √ļnico sobrevivente dos pal√°cios medievais portugueses. Testemunha privilegiada de alguns dos mais importantes epis√≥dios da hist√≥ria de Portugal, foi habitado durante quase oito s√©culos por monarcas portugueses e pela corte, que apreciavam a abund√Ęncia de ca√ßa na regi√£o e que aqui se refugiavam por ocasi√£o de surtos de peste na capital ou durante os meses de ver√£o, devido ao clima mais ameno da vila.

Ao longo do tempo, foi tomando diferentes formas e incorporando as tend√™ncias art√≠sticas de cada √©poca, apresentando, hoje, v√°rios estilos arquitet√≥nicos em que sobressaem os elementos g√≥ticos e manuelinos, sendo fortemente marcado pelo gosto mud√©jar ‚Äď simbiose entre a arte crist√£ e a arte mu√ßulmana ‚Äď patente nos exuberantes revestimentos azulejares hispano-mouriscos.

A monumental cozinha e as suas icónicas chaminés de 33 metros de altura, que se tornaram num símbolo da vila de Sintra, foram erguidas no século XV, durante o reinado de D. João I, para servir todo o Paço. Sendo Sintra um território de caçadas reais, este era o local onde a caça era preparada para os banquetes.

Na √ļltima d√©cada, os parques e monumentos administrados pela Parques de Sintra receberam cerca de 25 milh√Ķes de visitas, tendo a empresa investido 40 milh√Ķes de euros no patrim√≥nio edificado e natural √† sua guarda. Sem recorrer ao or√ßamento de Estado, a Parques de Sintra aposta num modelo de gest√£o pioneiro que assenta na capacidade de o patrim√≥nio gerar receitas que s√£o depois reinvestidas na sua recupera√ß√£o e manuten√ß√£o. Continuando na mesma linha de atua√ß√£o, futuramente, a empresa prev√™ investir mais cerca de 30 milh√Ķes de euros na valoriza√ß√£o dos parques e monumentos que gere.

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