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Sugestões para prevenir o burnout no regresso de férias

Sugestões para prevenir o burnout no regresso de férias

Segundo o Resetting Normal ‘Defining the New Era of Work’, o mais recente estudo do Grupo Adecco, o burnout tem sido motivo de preocupação para qualquer força de trabalho. Quatro em cada dez profissionais, acreditam que as organizações e os seus líderes devem focar-se no apoio à saúde mental dos seus funcionários.

Em início de setembro, data da rentrée de muitos profissionais após o período mais longo de férias do ano, as organizações têm que reflectir sobre este tópico incontornável no contexto de um novo paradigma de trabalho híbrido. Uma das questões que emergiu durante este período disruptivo foi a saúde mental que tem custos a nível pessoal pesados e, obviamente, na produtividade do trabalho do indivíduo que sofre de fadiga, depressão, burnout. Prevenir é a palavra-chave.

É emergente que as organizações enquadrem nas suas políticas organizacionais, no curto e no longo prazo, práticas de vigilância e prevenção do bem-estar mental das suas equipas. A Adecco Portugal adianta algumas sugestões para garantir que as equipas estão atentas às questões de saúde mental das pessoas, e como intervir para mitigar o agravamento de sintomas.

SEJA UM LÍDER ‘PRESENTE’

A liderança deve permanecer visível e acessível e isso inclui o aumento da disponibilidade virtual, se necessário. Muitas ferramentas de reunião online, que têm sido o único veículo de comunicação entre as equipas em teletrabalho, não servem apenas para manter contactos formais. Se é um líder com um estilo de gestão inclusivo, que incentiva à participação e ao trabalho colaborativo, faz sentido falar one to one e informalmente com os membros da sua equipa, tal como acontece de forma natural num regime de trabalho presencial. Não só pode avaliar o estado de espírito em que se encontram, perceber como levam o seu quotidiano neste regime de trabalho, como fazer perguntas de trabalho, apelar à participação na resolução de problemas, buscar ideias.

É muito importante para estabelecer o tom da liderança, mas é sobretudo uma forma de estar presente, de mostrar que se preocupa com o bem-estar das pessoas e de manter a motivação para buscar os seus contributos. Este contacto mais personalizado pode conduzir ao reconhecimento precoce de sinais de fadiga ou compromisso do bem-estar mental, permitindo-lhe agir antes do agravamento da situação.

RECONHEÇA OS SINAIS DE AVISO

O burnout pode manifestar-se de várias formas, incluindo a diminuição da satisfação e do empenho, a diminuição da produtividade, o aumento do conflito pessoal, e o desejo de desistir e de se desvincular. Os empregados podem não admitir que estão esgotados por receio de parecer uma falha pessoal ou um sintoma de falta de empenho, o que só agrava o seu estado mental. Para contornar este problema, os gestores astutos devem estar atentos a mudanças nas atitudes dos funcionários que possam indicar um problema mais profundo de burnout.

TREINAR PARA A RESILIÊNCIA

O treino individual aumenta a resiliência no trabalho, pelo que os gestores devem focar-se tanto os objetivos de trabalho, como na saúde individual dos membros das suas equipas. Assim, pode ser um excelente investimento nas pessoas a sua empresa dar acesso a sessões de coaching. Por vezes, uma conversa com um coacher pode ser determinante para o desenvolvimento e desbloqueio individual, que pode aumentar a satisfação e a motivação e, ao mesmo tempo, dá uma sensação de resiliência.

REDUZA A CARGA DE TRABALHO PARA EVITAR O ESGOTAMENTO

Os profissionais de alto desempenho são-no por uma razão: eles assumem muito e conseguem muito. Mas, mesmo a pessoa mais produtiva pode atingir um ponto de rutura. É muito importante saber reconhecer os primeiros sinais de stresse e aliviar os membros da equipa, que deem indícios de fadiga, de certas funções que podem ser reafetadas. Todos temos um número limitado de horas num dia e a produtividade sem esgotamento requer uma redução estratégica das atividades consumidoras de energia.

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