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Supertubos encerraram os nacionais de Bodyboard

Supertubos encerraram os nacionais de Bodyboard

Manuel Centeno e Teresa Padrela sagraram-se campeões nacionais de bodyboard 2021 em Supertubos gigantes de Peniche, na derradeira prova do Circuito Nacional Crédito Agrícola deste ano. As ondas gigantes que se abateram sobre a praia penichense, tornaram o fim-de-semana ainda mais dramático e espetacular.

No final, saíram campeões da etapa e do circuito Manuel Centeno e Teresa Padrela, com o pódio masculino a ser completo por Rodrigo Lopes em segundo, Pedro Bettencourt em terceiro e Daniel Fonseca em quarto lugar.

Na competição feminina, Filipa Broeiro foi a segunda classificada, a figueirense Mariana Silva foi terceira e Joana Schenker classificou-se na quarta posição por ausência do heat, acometida por uma persistente lesão nas costas que a incomodou durante toda a época competitiva.

Recorde-se que com a eliminação prematura do líder do “ranking” nacional, Miguel Ferreira, na primeira ronda da competição, a decisão pendia para Centeno e Daniel Fonseca, sendo que Daniel estava obrigado a ganhar a etapa e esperar que a lenda nortenha não fosse além do quarto posto. Centeno chegou à final e ganhou, esmagando qualquer hipótese para o campeão em título.

Destaque também para Rodrigo Lopes, jovem bodyboarder de Carcavelos, de 20 anos, que conseguiu o seu melhor resultado de sempre em nacionais open, e para Pedro Bettencourt que somou o maior score total da etapa, nas meias-finais (16,84), com demonstrações de grande coragem face às condições desafiantes.

Mas a grande protagonista do dia foi mesmo a praia de Supertubos, que apresentou ondas que desafiavam medições e, em alguns momentos, fizeram tremer a estrutura do campeonato.

No final, Manuel Centeno, de 41 anos congratulou-se com o triunfo que diz servir apenas para dar “um exemplo”:

“Este título é mais maduro. Não é por mim, pelo meu ego. Não é por mim mas pelo exemplo que posso dar. Passados 21 anos, já não é pelo ego, há outras razões mais importantes. O primeiro era pela conquista, era o espetar a bandeira. O que me preenche agora é partilhar isto, é estar em harmonia com a vida e isso passa por seguir a minha paixão o entusiasmo, não fazer aquilo que ‘tenho de fazer’. E é esse ensinamento que quero partilhar.”

Por sua vez, Teresa Padrela, resumiu assim a sua final, ganha na última onda da bateria:

“O mar estava muito difícil, fiz uma onda de 5 e meio e sabia que precisava de mais uma que só surgiu nos últimos momentos. Mas agora estou feliz, satisfeita e orgulhosa pelo trabalho desenvolvido ao longo do ano por mim, pela minha treinadora e pela minha família que me ajudou muito.”

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