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Trabalhadores da Groundforce com salários em atraso

Trabalhadores da Groundforce com salários em atraso

Alfredo Casimiro o acionista maioritário da Groundforce, a empresa de handling que presta serviço nos aeroportos nacionais, esclarece em comunicado que os salários dos trabalhadores da companhia, relativos ao mês de fevereiro, ainda não foram pagos, por razões que tem a ver com o atraso no aval de um empréstimo solicitado em julho de 2020 e pela recusa da TAP em fazer um adiantamento sobre a faturação dos serviços prestado em Dezembro de 2020 e Janeiro de 2021.

A Groundforce encontra-se, como é público, numa situação de enorme fragilidade de tesouraria decorrente da Pandemia provocada pelo Covid-19, mas agravada pela incapacidade das entidades públicas em responder atempadamente ao pedido de aval para um empréstimo bancário feito em julho 2020. Este atraso teve como consequência a incapacidade da empresa de saldar os pagamentos dos salários de fevereiro de 2021 dos seus 2.398 trabalhadores.

A queda abrupta da aviação comercial, em particular da operação da TAP (principal cliente da Groundforce e seu acionista de referência) nos aeroportos portugueses, é a única causa deste constrangimento e o motivo do apoio solicitado. Não pedimos dinheiro ao Estado, pedimos um aval uma vez que a nossa atividade assenta em licenças atribuídas pelo próprio Estado.

Desde a primeira hora que trabalhámos com todos os meios ao nosso dispor, com a tutela e a Administração da TAP, para que fosse encontrada uma solução para que a empresa conseguisse honrar os seus compromissos. Percorremos todo este caminho, e consideramos incompreensível que, tanto tempo decorrido, o aval não tenha sido ainda concedido.

Para proceder ao pagamento dos salários de fevereiro, a Groundforce solicitou o adiantamento do pagamento, em parte ou no todo, das faturas emitidas à TAP pelos serviços prestados em dezembro 2020 e janeiro 2021 e que totalizam 6 milhões de euros. A resposta que recebemos é para nós incompreensível, e temos razões fundamentadas para acreditar também ilegal: a entrega como garantia do penhor das ações de um acionista (Pasogal) a outro acionista (TAP).

Desejamos encontrar uma solução.

Fizemos uma contraproposta, aceitável e proporcional, por forma a dar conforto à TAP em relação aos adiantamentos realizados à Groundforce,que consiste em ceder como garantia a totalidade dos nossos equipamentos de suporte à operação aeroportuária. Esta proposta não teve, ainda,o acolhimento esperado e necessário por parte da Administração da TAP.

Acreditamos na retoma da atividade da aviação comercial, e do restabelecimento das operações da TAP, tal como está previsto no Plano de Recuperação da companhia apresentado em Bruxelas.

Faço, portanto, um apelo de diálogo a todos os envolvidos para que possamos rapidamente pôr termo a este clima de incerteza e, nesse sentido, acabo de pedir uma audiência com carácter de urgência ao Senhor Ministro das Infraestruturas e Habitação, bem como aos Grupos Parlamentares na Assembleia da República.

Lisboa, 02 de Março de 2021

Alfredo Casimiro

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