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Trabalho temporário diminuiu 13,5% no 1º trimestre

Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos – e o ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa) divulgam os Barómetros do Trabalho Temporário relativos aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2024, fazendo a comparação com o período homólogo do ano anterior.

As principais conclusões neste barómetro:

Verifica-se um decréscimo nas colocações de trabalho temporário no 1º trimestre de 2024, face ao mesmo período de 2023, com diminuição de menos 4.075 pessoas em janeiro (-12,5%); 4.393 pessoas em fevereiro (-13,5%) e 4.856 pessoas em março (-14,5%).

No total, a diminuição no número de colocações no 1º trimestre de 2024 face ao mesmo período do ano anterior foi de -13,5% (98.696 em 2023 vs 85.372 em 2024). Os valores estão ainda -24,3% abaixo das colocações do 1º trimestre de 2019 (112.781 colocações), -17,7%, -15,1% e -11,2% abaixo do mesmo período em 2020, 2022 e 2021 (103.945, 100.606 e 96.099 colocações, respetivamente).

O Índice do Trabalho Temporário (Índice TT), que desde junho de 2023 apresenta um decréscimo gradual, continua a diminuir desde o início do ano, fixando-se em 0,87 em janeiro e fevereiro e 0,86 em março. Estes valores são inferiores ao índice registado nos meses homólogos do ano anterior.

Relativamente à caracterização dos trabalhadores temporários, verifica-se uma ligeira diminuição da contratação de trabalhadoras do género feminino em janeiro (44%), em relação a 45% em fevereiro e março.

Ao nível da distribuição etária, entre 26% a 27% dos colocados têm idade média acima dos 40 anos, no 1º trimestre de 2024.

O ensino básico mantém-se o nível de escolaridade predominante nas colocações efetuadas (55% a 57% no 1º trimestre do ano). As colocações de ensino secundário (entre 31% a 37%) ocupam o segundo lugar. Em fevereiro e março, pessoas com licenciatura mantêm cerca de 10% das colocações. Quanto ao mês de janeiro são aproximadamente 6%.

As empresas de “Produção de componentes e acessórios para veículos automóveis” continuam em primeiro lugar no 1º trimestre de 2024 (cerca de 11% a 13%). Já as empresas de “Fornecimento de refeições para eventos e outras atividades” assumem o segundo lugar nos setores de atividade do Trabalho Temporário, representando cerca de 8% a 9%. Por outro lado, as empresas de “Atividades de serviços de apoio prestados às empresas” alcançam o terceiro lugar no 1º trimestre do ano (cerca de 7% a 8%).

Na distribuição do trabalho temporário por principais profissões, no 1º trimestre de 2024 destacam-se as “Outras profissões elementares” (entre 32% e 34%), seguindo-se os “Empregados de aprovisionamento, armazém, de serviços de apoio à produção e transportes” (17% a 19%). Em terceiro lugar, no mês de janeiro estão os “Trabalhadores não qualificados da indústria transformadora” (8%). Já no mês de fevereiro e março, os “Assistentes na preparação de refeições” ocupam o terceiro lugar (entre 7% e 8%).

“O primeiro trimestre de 2024 ficou marcado por uma tendência menos positiva no que diz respeito ao número de colocações no setor de Trabalho Temporário. Observamos uma diminuição face a este mesmo período desde 2019, ou seja, os últimos cinco anos têm apresentado consecutivamente e consistentemente números decrescentes.

Temos consciência que o Barómetro não espelha a totalidade das empresas que operam em território nacional e que têm o alvará regularizado, mas, por outro lado, acreditamos que, pela amostra setorial e pela representatividade que as empresas que servem de base ao Barómetro que o mesmo reflete sem dúvida o estado atual deste setor.

Existem vários fatores que podem ajudar a explicar estes valores, nomeadamente os setores de atividade que predominantemente utilizam mais ou menos trabalhadores com contrato de trabalho temporário e que, de uma forma geral, estão em baixa, a situação económica, a instabilidade que vivemos atualmente, os receios de contratação, o aumento da inflação e os excessivos custos associados à contratação de trabalhadores, independentemente do tipo de contrato, o que faz com que as empresas estejam muito mais prudentes e outras a travarem a fundo” explica Afonso Carvalho, presidente da Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e Recursos Humanos (APESPE-RH).

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