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Utilizadores insatisfeitos com os transportes ferroviários

Utilizadores insatisfeitos com os transportes ferroviários

Os utilizadores dos transportes ferroviários, mostraram-se insatisfeitos com a qualidade do serviço, com exceção para o alfa pendular e para as alterações de preços nos transportes de passageiros.

A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), a entidade reguladora dos transportes terrestres, divulga os dados da consulta realizada junto dos utilizadores dos transportes ferroviários, no último trimestre de 2019, o que não reflete o efeito covid 19.

Da consulta da AMT, destacam-se as seguintes conclusões:

• As matérias relacionadas “preços e aquisição de títulos” apresentaram um maior nível de satisfação, com uma evolução positiva nos últimos 2 anos nos serviços urbanos e suburbanos;

• Pelo contrário, constatou-se um sentimento generalizado de insatisfação relativo a todos os serviços ferroviários de passageiros, sobretudo com os serviços regionais, com exceção do Alfa Pendular que registou uma avaliação satisfatória;

• Os atrasos e perturbações e as condições oferecidas a passageiros portadores de deficiência/mobilidade reduzida, geraram maior insatisfação, sendo que nos serviços urbanos e suburbanos, a qualidade da viagem foi considerada igualmente insatisfatória;

• Relativamente a iniciativas prioritárias os utilizadores defendem maior pontualidade e frequências, modernização do material circulante, e o aumento dos lugares sentados nos comboios e nas estações;

• Quanto a passageiros com mobilidade reduzida, os utilizadores defendem a melhoria de meios de acesso a estações, comboios e máquinas de venda de títulos, melhoria da informação e assistência.

Segundo a informação da AMT, a consulta decorreu no último trimestre de 2019, “pelo que os dados não refletem ainda os impactos dos novos investimentos para o setor ferroviário no âmbito do Plano Nacional de Investimentos 2030 (PNI2030), que passaram de cerca de 4 mil milhões de euros para 10,5 mil milhões de euros”.

A consulta da AMT, junto dos utilizadores dos serviços ferroviários, acontece previsivelmente de dois em dois anos.

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