Beja comemora os 350 Anos das Cartas de Mariana Alcoforado

Beja comemora os 350 Anos das Cartas de Mariana Alcoforado

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As comemorações em 2019 dos 350 anos da primeira edição da “Cartas Portuguesas” de Soror Mariana Alcoforado, começam no dia 4 de janeiro às 19h00, com a inauguração da exposição permanente 100 PASSOS, no Museu Regional de Beja, com o apoio do Arquivo Distrital de Beja.

Esta exposição que estará patente ao público até ao dia 31 de Dezembro de 2019, é promovida pela Câmara Municipal de Beja, pela CIMBAL e pelo Museu Regional de Beja, insere-se na programação do Festival B – Beja, Cidade de Mariana Alcoforado e estará patente ao público até ao dia 31 de Dezembro de 2019.

O “Festival B” será dedicado a Mariana Alcoforado e às “Cartas Portuguesas”: uma das mais bonitas histórias de amor. Uma paixão sublime, não correspondida. Uma paixão que nasceu num dia especial, do ano de 1666, através da janela gradeada de um convento. Uma paixão tornada universal, pelas cinco cartas escritas a um jovem oficial da cavalaria francesa, de seu nome Nöel Bouton, Marquês de Chamilly e, mais tarde, Conde de S. Saint-Lèger.

Embora os originais das cartas não tenham chegado aos nossos dias, sabemos da sua existência pela primeira edição das mesmas, datada de 4 de Janeiro de 1669, em França, por Claude Barbin, com o título “Lettres Portugaises Traduites en François”.
No mesmo ano seguiu-se uma outra edição, na cidade alemã de Colónia, por Pierre du Marteau. As edições sucederam-se um pouco por toda a Europa e, já em 1923, de acordo com Godofredo Ferreira, estudioso e colecionador das obras sobre as cartas, existiam 130 edições em diversas línguas: francês, inglês, italiano, alemão, espanhol, dinamarquês, holandês e português. Este amor maior, “grande de mais para um só ser”, como escreveu o poeta Reiner Maria Rilke, foi, e continua a ser, fonte de inspiração para poetas, filósofos, escritores, cineastas, artistas plásticos, músicos… Sucedem-se as obras e as edições.

Em sentido figurado Mariana Alcoforado viveu a sua vida no espaço físico de 100 passos. Aquando do seu batismo na igreja de Santa Maria e logo aos 11 anos quando ingressou no Convento de Nossa Senhora da Conceição as distâncias muito curtas desde a casa de seus pais limitaram a sua vivência no espaço e na vida. A exposição 100 passos procura retratar esse espaço, que embora curto, não coibiu o surgimento de uma enorme paixão e de um amor maior, “grande demais para um só ser” como definiu o poeta Reiner Maria Rilke.

Esta exposição é promovida pela Câmara Municipal de Beja, a CIMBAL e o Museu Regional de Beja, insere-se na programação do Festival B – Beja, Cidade de Mariana Alcoforado.

O FESTIVAL B, que se realiza em Beja, é criado a partir da importância de promoção dos patrimónios edificados e imateriais, como são o caso do Cante Alentejano, do Fado e da Dieta Mediterrânica – nas edições em anos pares – com a denominação: FESTIVAL B – CANTE, FADO & PETISCOS e nos anos ímpares de celebração e distinção da figura de Mariana Alcoforado, com a denominação: FESTIVAL B – BEJA, CIDADE DE MARIANA ALCOFORADO.

Em ambos os domínios do festival, as ruas, as praças e os largos do centro histórico da cidade de Beja são os espaços de acolhimento de artistas, performances e visitantes, enquadrando as fachadas e os monumentos históricos como elementos de ligação e projeção da arte e da cultura.

No decorrer do festival, que se concentra em data própria no Mês de Junho mas que desenvolve um conjunto variado de atividades ao longo do ano, todas as intervenções são criadas e preparadas propositadamente para o festival, assumindo a criação artística como fator diferenciador, promovendo fusões entre diferentes géneros e disciplinas da arte, valorizando criadores e interpretes num equilíbrio de dimensões locais, nacionais e internacionais.

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