COMO ESTÃO AS CRIANÇAS?

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Lucieny_Martins

Lucieny Martins

Como está a vida hoje? Corrida… o tempo está voando! E a consequência disto, para a maioria das pessoas, é a falta de diálogo, atenção e carinho em casa.

Hoje as mães também trabalham fora, para aumentar e ajudar na renda familiar. Para suprir suas ausências, os pais estão mais permissivos, acabam deixando as crianças fazerem o que querem, para não dar o contra nem se estressarem com elas e comprando-as com bens materiais. Gerando pessoas insatisfeitas, individualistas e com deficiência amorosa.

Antigamente crianças eram crianças, brincavam e se vestiam como tal, tinham respeito pelos mais velhos… Hoje estão se tornando adultas muito cedo e passando pela infância sem vivê-la, com tanta informação e cobranças da vida moderna.

Com a ausência do diálogo, da convivência saudável no dia-a-dia com os pais, as crianças vão ficando cada vez mais ligadas ao computador, as novas tecnologias que, por um lado tem sua parcela de benefícios, mas que como todo bônus tem o seu ônus, tem o lado ruim. Tirando os perigos virtuais, que são muitos e já conhecidos, trás o que citei anteriormente, distancia do convívio pessoal e criam este individualismo.

Tenho saudade do tempo em que éramos inocentes, assistíamos pouca televisão, brincávamos e interagíamos com outras crianças “ao vivo”, mas sempre sob o olhar atento da minha mãe, que dizia que: “criança não tem rumo certo”. E não tem mesmo, são os adultos que têm de impor limites (sem anular a individualidade de cada um) e demonstrar com exemplos, como ser uma pessoa correta e justa. Sinto pena de ver que hoje existe criança que não sabe o que é uma galinha, uma vaca. Parece mentira, mas é verdade!

Ir para o interior com a família, andar a cavalo, tomar o leite quentinho tirado na hora, pisar na terra, comer uma fruta colhida direto do pé, subir em árvores, nadar em riachos, ouvir histórias contadas ao pé de uma fogueira… são lembranças da minha infância que os meninos e meninas de hoje não terão.

Plugados no computador, na televisão e longe do carinho e das conversas com os pais, do lazer coletivo, nossas crianças vão seguindo, privadas da infância saudável e gostosa que tive um dia.

Lembrando que, o futuro que nos aguarda vem com muita informação, inteligência, mas pouco sentimento e ternura.

Por: Lucieny Martins – no Brasil
“escreve em português do Brasil”

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