O Fiel Defunto de Germano Almeida chega às bancas

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O escritor cabo-verdiano Germano Almeida, foi anunciado na segunda feira, vencedor do Prémio Camões, o mais importante prémio da literatura de língua portuguesa, que distingue autores de língua portuguesa, pelo conjunto da sua obra. O anúncio foi feito pelo Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.

O autor que é publicado pela Caminho, tem novo livro, O Fiel Defunto, que chega às livrarias a 29 de maio.

A distinção ao autor e a coincidência com a edição do novo romance não são propriamente inesperadas. Nas palavras do seu editor, Zeferino Coelho, «em 1991 a Caminho publicou o primeiro livro de Germano Almeida, O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, e daí para cá tem publicado regularmente novas obras que justificam a afirmação de que ele é um dos grandes prosadores atuais da língua portuguesa. É por isso que este prémio é inteiramente justificado. A atribuição do Prémio Camões a Germano Almeida honra o autor mas honra, também, o próprio Prémio Camões».

Sinopse

Toda a gente foi apanhada de surpresa, pelo que ninguém tentou impedir o inesperado assassinato do mais conhecido e traduzido escritor das ilhas, breves momentos antes do início da cerimónia de apresentação do que acabou por ser a sua última obra. E, no entanto, nesse dia o vasto auditório transbordava de uma festiva multidão de fãs e outros curiosos, todos impacientes ante a expectativa de ter um autógrafo no já muito badalado livro que se preparavam para adquirir.

De modo que a ninguém terá passado pela cabeça que um evento daquela natureza, sempre aguardado com geral e grande ansiedade, poderia vir a ter um desfecho tão inesperado quanto brutal, especialmente tendo em conta a qualidade das pessoas envolvidas na tragédia.

Germano Almeida nasceu na ilha da Boa Vista em 1945. Licenciou-se em Direito na Universidade Clássica de Lisboa. Vive em São Vicente onde, desde 1979, exerce a profissão de advogado.

Publica as primeiras estórias na revista Ponto & Vírgula, assinadas com o pseudónimo de Romualdo Cruz. Estas estórias foram publicadas em 1994 com o título A Ilha Fantástica, que, juntamente com A Família Trago, 1998, recriam os anos de infância e o ambiente social e familiar na ilha da Boa Vista. Mas o primeiro romance do autor foi O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, em 1989, que marca a rutura com os tradicionais temas cabo-verdianos.

O Meu Poeta, de 1990, Estórias de Dentro de Casa, de 1996, A Morte do Meu Poeta, de 1998, As Memórias de Um Espírito, de 2001 e O Mar na Lajinha, de 2004, formam o que se pode considerar o ciclo mindelense da obra do autor.

Mais recentes são os livros A Morte do Ouvidor, de 2010, e Do Monte Cara Vê-se o Mundo, de 2014, Regresso ao Paraíso, 2015 e O Fiel Defunto, 2018 também editados na Caminho.

Tem obras publicadas no Brasil, França, Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, Holanda, Noruega e Dinamarca, Cuba, Estados Unidos, Bulgária, Suíça.

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