Dez destinos em risco de desaparecer como os conhecemos!

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Existem no planeta um número não completamente apurado de locais espantosos que estão ameaçados, mas dos que se conhecem, o trivago selecionou dez destinos, espalhados pelos quatro continentes, em risco de desaparecer como os conhecemos actualmente.

De Veneza ao Mar Morto, passando pelas Maldivas, são dez destinos que devem ser visitados enquanto é possível, porque “qualquer dia”, pode ser tarde de mais.

Mar Morto, Taj Mahal, Veneza, Maldivas, Kilimanjaro, Barreira de Corais do Belize, Waterton Glacier International Peace Park nos EUA e Canadá, a cidade de Nápoles, a Patagónia Argentina e do Chile e Madagáscar, são os dez destinos recomendados pelo motor de busca.

Mar Morto (Israel / Jordânia)

Localizado entre Israel e a Jordânia, o Mar Morto é famoso pelos seus elevados níveis de salinidade, que fazem com que seja muito fácil flutuar nele, ao mesmo tempo que o tornam um ambiente hostil à maioria das formas de vida subaquáticas. O nível da superfície do Mar Morto tem diminuído 1,2 metros por ano, calcula-se que nas últimas décadas tenho perdido um terço da sua superfície e poderá mesmo secar ainda este século. Actualmente este popular destino para banhistas encontra-se cerca de 430 metros abaixo do nível do mar.

Taj Mahal (Agra, Índia)

É um dos monumentos mais famosos do mundo. Construído no século XVII pelo imperador Shah Jahan, na cidade indiana de Agra, em memória da sua esposa favorita, está classificado como Património da Humanidade pela UNESCO. A poluição do ar e da água tem afectado o monumento e o plano lançado entre 1998 e 2000 para combater o amarelecimento do famoso mármore branco do monumento parece ter falhado, devido à crescente poluição envolvente. Renovações de má qualidade também colocam a fachada exterior do edifício em grave perigo.

Veneza (Itália)

Um dos destinos turísticos por excelência tem sido fustigado por várias ameaças: a elevação do nível das águas e o aumento dos cruzeiros de grandes dimensões, que têm crescido substancialmente. Assim, para além dos cerca de dois milímetros por ano da subida do nível das águas, o turismo de massas também ameaça a histórica cidade. Há que aproveitar agora, enquanto é possível passear sobre as magníficas pontes, admirar a arquitectura e dar uma volta pelos canais nas tradicionais gôndolas.

Maldivas

Compostas por quase 1200 ilhas de coral, das quais 80% estão menos de um metro acima do nível do mar, as Maldivas são o país com a mais baixa altitude do mundo. Isto significa que são os primeiros a ser afectados com a subida do nível médio das água. Foi este facto que levou a nação paradisíaca a estabelecer um fundo soberano para a compra de terrenos (nomeadamente na Austrália, Sri Lanka e Índia), de forma a precaver uma possível (e nesta altura provável) evacuação dos seus habitantes como “refugiados climáticos”.

Kilimanjaro (Tanzânia)

O ponte mais alto de África é ameaçado de diversas formas. Se no seu sopé as florestas têm sofrido com o abate de árvores autóctones e incêndios, o icónico cume branco do Kilimanjaro também poderá deixar de existir: desde 1912 a montanha perdeu 82% da sua cobertura branca. Os esforços para preservar esta maravilha natural têm-se multiplicado mas o seu aspecto actual já difere muito daquele que apresentava no início do século passado.

Barreira de Corais do Belize (Belize)

É a maior barreira de recifes do hemisfério norte e a segunda maior do planeta, estendendo-se ao longo de cerca de 300 quilómetros, constituindo um dos melhores locais do mundo para a prática de mergulho. O desenvolvimento costeiro, a poluição, os sedimentos e a pesca excessiva têm colocado os recifes sobre pressão e a ameaçam a espantosa biodiversidade local que corre o risco de diminuir nos próximos anos.

Waterton Glacier International Peace Park (EUA / Canadá)

Em 1932 o Waterton Lakes National Park, em Alberta (Canadá), juntou-se ao Glacier National Park em Montana (EUA) para formar o primeiro parque de paz internacional, segundo a UNESCO. Estendendo-se ao longo da fronteira norte-americana, entre o Canadá e os EUA, oferece um cenário que junta pradaria, florestas e glaciares, bem como um grande número de mamíferos. A acumulação de ameaças externas, como o desenvolvimento de auto-estradas, reconversão de florestas, desenvolvimento residencial e invasão de espécies exteriores limita severamente a movimentação dos animais nativos. A isto junta-se o aquecimento global que tem alterado o clima local.

Nápoles (Itália)

A apenas nove quilómetros de Nápoles está o monte Vesúvio e várias comunas prosperam mesmo em volta da sua base, optando por ignorar as ameaças de erupção e tirando partido do fértil solo vulcânico. O Observatório Vesuviano, que monitoriza a actividade do vulcão desde 1841, afirma que ele pode entrar em erupção num espaço entre 20 a 200 anos e quando mais tempo estiver adormecido (a última erupção foi em 1944) maior o risco. As autoridades já desistiram de realojar a população e os esforços vão agora para um plano de evacuação, tão eficaz quanto possível, em caso de emergência.

Patagónia (Argentina / Chile)

A Patagónia, região austral da América do Sul que abarca parte do Chile e da Argentina, tem como desafios à manutenção da sua fauna e flora, não só o aquecimento global, mas também a exploração dos seus recursos por parte do homem, nomeadamente na zona costeira. Os efeitos das alterações climáticas têm sido dramáticos: os glaciares e zonas geladas têm derretido a um ritmo 50% mais rápido neste século que nos 30 anos anteriores.

Madagáscar

Cerca de 95% dos répteis, 92% dos seus mamíferos e 89% da flora de Madagáscar não existe em qualquer outro lugar da Terra, tornando esta ilha africana um lugar realmente único (entre 1999 e 2010 foram descobertas 615 novas espécies). A desflorestação, os fogos, a erosão, a caça e a introdução de espécies estrangeiras ameaça algumas das extraordinárias espécies locais, que têm no Madagáscar o seu único habitat. Apesar dos vários programas de protecção e conservação, muitas plantas e animais, nomeadamente o lémure, continuam em perigo.

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