ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO DÁ…

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C.F.C.

C.F.C.

Os velhos e obsoletos conceitos geométricos e territoriais de Defesa e de Segurança encontram–se ultrapassados, hoje todas as visões e pensamentos são feitos em parâmetros completamente opostos, isto é, têm como base a mobilidade estratégica nas vertentes; defensiva, ofensiva e preventiva. Como é sabido, nos nossos dias os teatros de operações deslocaram-se e por vezes estão a distâncias extremas, de qualquer forma, o planeamento de emprego das forças e dos meios são feitos comunitariamente -entre Estados- integrando as forças militares, as policiais e os serviços de informações, é este o quadro Internacional existente e a ter em conta, logo, o caminho a seguir deve ser de convergência para uma melhor economia de meios, fazendo-se reflectir estes princípios e posturas na organização interna e externa do Estado-nação para estes sectores específicos.

Assim sendo…

A defesa nacional e a segurança interna ligam-se -como de um cordão umbilical se tratasse- aos problemas de guerra e de paz nos ecossistemas que afrontam o Estado-nação. A posição que Portugal ocupa como país ribeirinho, obriga a uma atenção especial porque muito mar, muitas ameaças e por conseguinte muitos desafios e como se não bastasse o conceito de fronteira terrestre também foi alterado, abrindo desta forma, espaços a novos cenários que dizem directamente respeito a grupos mafiosos organizados de tráfico generalizado e a grupos fundamentalistas que levam a acções terroristas, entre outras.

A resposta aos factos terá como charneira, a economia de meios e de recursos, a agilização dos sectores da segurança e da defesa, mas, onde o ponto forte da mudança será de cariz estrutural, estando esta, forçosamente sustentada em alicerces de uma gestão eficaz e criteriosa –o que até aos dias de hoje não tem sido seu timbre- são estas, quiçá, condições basilares para se poder partir para a busca de soluções dignas para um Estado-nação como Portugal, bem como, para quem desempenha funções nestes sectores, mas, sempre na qualidade de servidores do Estado-nação e nunca servidores de um regime político. O cidadão paga muito e não vê eficácia nas respostas dadas aos problemas do dia a dia, criando-se alguma instabilidade emocional e não só, ou seja, o cidadão pagador quer um serviço de qualidade direccionado à sua pessoa e que lhe garantam segurança interna e externa, apesar de quem de direito, nunca ter tido a coragem de interrogar os cidadãos sobre esta matéria, mas, mesmo contrariando algumas franjas da sociedade, não nos podemos esquecer que, segurança e defesa dizem respeito a todos. Apesar destes sectores serem considerados os parentes pobres da nossa fraca sociedade, urge fazer-se quanto antes uma revisão profunda de processos e valores de todos os intervenientes, com clareza, com espírito de justiça, sem maniqueísmos. mas também, sem demagogias e que todos os intervenientes neste processo estejam subjugados aos interesses nacionais e nunca às ideologias políticas e partidárias. A “realpolitik” tal como tem sido interpretada e posta em prática, já se revelou suficientemente danosa para se esperar que favoreça princípios éticos. Acorda Portugal.

Por: Carlos Fernandes de Carvalho
“escreve sem o novo acordo ortográfico”

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