Os Tibetanos celebraram o Losar, o Ano Novo Tibetano

Os Tibetanos celebraram o Losar, o Ano Novo Tibetano

Os Tibetanos celebraram na segunda feira (24), o Losar, o Ano Novo Tibetano, que acontece quando a primeira lua nova é vista no céu. O calendário tibetano é baseado no ciclo lunar e pode ter 12 ou 13 meses, dependendo do ano.

A celebração do Losar dura três dias. No primeiro dia, os Tibetanos rezam, reúnem-se, são abençoados pelos lamas tibetanos. No segundo dia, as famílias cumprimentam a principal autoridade local. No terceiro dia, há uma celebração pública, em que se come, bebe e assiste-se ou participa-se nas tradicionais dança tibetanas.

A diáspora constituida por uma extensa comunidade tibetana, celebra o seu ano novo, com os olhos postos no Tibete, mas também na Índia, país onde se encontra exilado o seu 14º Dalai Lama.

O Tibete perdeu a independência em 1951, ano em que um grupo fantoche, uma pseudo delegação tibetana, assinou em Pequim, a proclamada “Libertação Pacífica do Tibete”, um acordo de dezessete pontos que formalizava a anexação pela República Popular da China. No mesmo ano logo após a assinatura da traição, o exército chinês entra em Lhasa, a capital, e a partir daí os locais passaram a ser dominados, controlados, pelas forças do gigante asiático.

A invasão repressiva, resultou em consequências trágicas para a população e sobretudo para a comunidade de monges e para os seus locais de culto. Calcula-se que tenham sido assassinados cerca de cem mil tibetanos e destruidos mais de seis mil mosteiros, numa tentativa desesperada do ocupante, para calar os focos da revolta e impedir qualquer desvairo de luta contra o regime instalado.

Apesar da política repressiva, os Tibetanos não se remeteram ao silêncio e até 1959 as revoltas e ataques ao invasor sucederam-se por todo o pais, até que em 17 de março do mesmo ano, o Dalai Lama, protegido por milhares de tibetanos, teve de abandonar a sua residência, para não ser preso pelo exército chinês.

Nessa caminhada pelos Himalais, o Dalai Lama e todos os que o acompanhavam, chegou à Índia, país que o acolheu e onde passou a residir até hoje. No exílio, o representante religioso dos Tibetanos, instalou-se na cidade de Dharamsala, no norte da Índia, onde formou o Governo tibetano no exílio e passou a desenvolver a sua atividade religiosa e política.

Geograficamente, o Tibete corresponde a uma área com mais de um milhão de quilómetros quadrados, a Capital é Lhasa, atualmente e segundo os censos mais recentes, tem uma população de cerca de três milhões de habitantes. O Budismo marca o Tibete, como país ou região independente ou ocupada, que históricamente teve início`há cerca de dois mil anos, segundo os historiadores nativos, monges budistas, que passaram sucessivamente entre si a história e as histórias que remontam às primeiras ocupações e invasões até aos dias de hoje.

Como nota final, refira-se que o primeiro europeu a visitar o Tibete em 1624, foi o português António de Andrade, padre e explorador, nascido em Oleiros em 1580 e falecido em Goa em 1634.

C.S.

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