A Amnistia Internacional aponta o dedo ao Conselho de Segurança

A Amnistia Internacional aponta o dedo aos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, por renunciarem ao direito de veto, quando se trata de bloquear ações em casos de genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade.

O cumprimento do seu direito de voto “podia ser decisiva para a comunidade internacional”, lê-se no relatório anual daquela organização de defesa dos direitos humanos.

Ao renunciar ao direito de veto, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, nomeadamente a China, Rússia, Estados Unidos, França e Reino Unido, reduzem não só o alcance das ações da ONU na proteção dos civis, como enviam ao mesmo tempo aos agressores, a mensagem de que a comunidade internacional não está interessada em atuar, “enquanto se sucedem as atrocidades em massa”.

O Conselho de Segurança da ONU foi incapaz de resolver as crises e os conflitos, na Síria, Iraque, Faixa de Gaza, Israel e Ucrânia, acontecendo o mesmo nas situações em que crimes dos Estados ou de grupos armados atingiram deliberadamente civis, refere o relatório anual da AI.

A organização internacional descreve no relatório o estado dos direitos humanos em 160 países, destacando os crimes do movimento fundamentalista Estado Islâmico, especialmente no norte do Iraque.

O conflito entre as forças governamentais da Nigéria e o grupo armado Boko Haram, a violência sectária na República Centro Africana, com mais de cinco mil civis mortos ou a guerra no Sudão do Sul, entre o governo e as forças da oposição, que causou a morte de dezenas de milhares de civis e dois milhões de refugiados.

Em pelo menos 35 países, mais de 20% dos países analisados pela AI, os grupos armados cometeram abusos contra os direitos humanos e em pelo menos 18 países, foram cometidos crimes de guerra ou outras violações, sublinha o relatório.

Para a AI, a comunidade internacional fracassou também na assistência direta “negada aos milhões que fugiram da violência nas aldeias e cidades”.

“A perspetiva global do estado dos direitos humanos é muito fraca, mas há soluções, se os líderes mundiais agirem, imediata e decisivamente “para evitar uma crise global” que pode estar iminente”.

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