A Venezuela continua a ser um campo de terror ditatorial

A Venezuela continua a ser um campo de terror ditatorial

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A Venezuela continua a ser governada por uma oligarquia sem o mínimo de respeito pelos direitos dos seus cidadãos, o grupo do poder, continua focado nos ataques a opositores, manifestantes e jornalistas, enquanto rapam o tacho dos poucos fundos que ainda vão entrando em contas secretas, fruto da candonga dos recursos naturais, que entretanto vão sendo desbaratinados pelo próprio regime, a todo o vapor.

Atualmente e segundo Michelle Bachelet, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, o poder em exercício na Venezuela, invade sedes de partidos políticos, de organizações da cidadania, prende opositores e tenta calar a vozes do descontentamento, como está a suceder nas universidades, onde o ataque a dirigentes e estudantes, parece imparável.

Para Michelle Bachelet, “O sofrimento humano na Venezuela é uma consequência dos anos de má administração, corrupção sistemática e agravamento do autoritarismo, com milhares de assassinatos, detenções arbitrárias e uso de tortura.”

A paranóia já atingiu tal nível, que nada nem ninguém é poupado, ao mínimo sinal as forças de repressão atacam aos primeiros alvores, as mais recentes vítimas são as famílias da oposição, as direções universitárias e o empresariado estrangeiro, enquanto continuam morrer nos hospitais, doentes com as mais diversas patalogias, por falta de condições básicas de assistência médica, como são exemplo, velhos e crianças que aguardam indefinidamente por tratamentos mitigadores.

Na rua, os militares pró Maduro continuam a utilizar tanques, viaturas, armas e fortíssimas cargas de gás lacrimogéneo, contra as multidões de venezuelanos que em Caracas, reclamam eleições livres e justas, para pôr fim ao sofrimento.

As sanções impostas pelos EUA, pretendem garantir que Maduro & Companhia, não continuem a obter benefícios dos recursos naturais, sobretudo de ouro e petróleo, atividade criminosa praticada pelo regime, mas no final, o que se conclui, é que tanto as sanções, como o saque, aumentam exponencialmente, o sofrimento do povo.

Maduro que desde os primeiros passos políticos, sempre foi um género sem caráter, continua a ser orientado na gestão de operações internas, por forças externas, numa aviltante proximidade palaciana, como acontece com os Cubanos, que navegam nas fraquezas do fantoche, para ditar a lei e decidir o que deve acontecer no dia a dia da Venezuela, enquanto desviam para a ilha caribenha, milhões de galões do petróleo e outras riquezas naturais, que asseguram as cadeiras do poder em Cuba.

No atual contexto mundial, com o COVID19 a invadir todas as latitudes do planeta, sem pedir licença e com uma capacidade de contaminação assustadora, imaginamos o que as famílias venezuelanas vão ter de enfrentar, quando se sabe que nem o país está preparado para enfrentar o invasor, nem a oligarquia no poder, tem inteligência para perceber a dimensão da tragédia, que até os pode engolir, quando este coronavirus, chegar em força.

“A única opção disponível para os venezuelanos é escapar deste desastre”, afirmava Juan Guaidó, numa conferência de imprensa em 9 de Março, antes de mais um protesto nas ruas de Caracas, mas o que o povo Venezuelano precisa mesmo, é de uma verdadeira liderança, de um homem ou grupo, capazes de galvanizar, de mobilizar e convencer, sobretudo aquela parte do exército que também é vítima da atual situação, para acabar com o regime de terror, o domínio das forças externas, a morte, a fome e a miséria que campeia naquele país, que já foi um dos mais prósperos da América do Sul.

Carlos Santomor
Editor

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